sábado, 19 de agosto de 2017

Jeovah Jireh

Me perdoa, Senhor.
Me perdoe quando deixo minhas fraquezas falarem mais alto que a Tua voz.

Tenha misericórdia, Pai. Tenha misericórdia de mim, pelas variadas vezes que deixo de te ouvir e fico cega e presa às minhas finitudes.

Mas Pai, quando ouço a tua voz sei que essa resposta não é minha, Senhor.
Fale comigo, Pai.

Habita o meu coração e não me deixe esquecer, Senhor, que o propósito de minha vida está gravado na palma de Tuas mãos, meu Pai.

Meu Deus, o Senhor sabe o que estou vivendo neste vale.
O Senhor está presente comigo o tempo todo.

DEUS ESTÁ PROVENDO!

Jeovah Jireh.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Relutar


Todo dia é a mesma luta.
Acordo sem saber o por quê e assopro a felicidade para ainda mais longe ao me perguntar o que eu ainda estou fazendo aqui.

Qual é o meu propósito? Qual a finalidade dessa luta? Qual o por quê de tanta resistência? Aonde eu quero chegar?

E a única resposta que eu tenho é o silêncio.
As dúvidas permeiam, a angústia e o desespero continuam a corroer minha mente.

Eu tento acalmar meu coração procurando soluções e tentando  buscar aquela esperança que tinha dentro de mim.

Mas não agora, hoje não consigo semear esperança.



sábado, 7 de janeiro de 2017

Olá, 2017.
Você chegou e eu não te dei boas-vindas.
Portanto, seja bem-vindo.
Espero que proporcione felicidades exponencialmente dobradas do que o ano de 2016 trouxe aos nossos dias.

Já que 2016 com seus acontecimentos mundiais, socioeconômicos e políticos, foi transformado em uma catástrofe no calendário nacional, de forma egoísta - porém sem nenhum arrependimento - posso afirmar que estive feliz, e nem que fosse possível eu modificaria algum dos momentos que partilhei.

Estive feliz com as amizades que mantive e reguei dia após dia compartilhando da minha principal linguagem de amor: tempo de qualidade. Passei por dias maravilhosos em que pude me dar ao luxo de não fazer nada junto de quem em alguns momentos soube ser tudo para mim. E eu agradeço muito por isso. Pela oportunidade de estar junto, de estar off para o mundo afora e simplesmente curtir a companhia de quem em um minuto era o mundo para mim - e não falo de apenas uma pessoa, foram vocês, meus amigos.

Amigos que carrego no lado esquerdo do meu peito e pretendo levar juntinho por 2017 e anos que ainda virão com mil razões para celebrarmos. E eu sigo otimista quanto a nós, crendo que cada amizade me trouxe algum presente que de uma forma ou outra pode transformar o que sou em uma pessoa melhor, uma Georgia que vive o presente.

Entre eles, uns se destacaram pela preocupação, por me oferecer aquela sensação de cuidado e me dispor seu colo e acalento em momentos de frustrações e desespero. E o carinho foi tão grande, poxa vida... Até me questiono se eu sou merecedora de toda essa atenção e amor.

Teve gente que passou para trazer alegrias, risadas e aquela parceria de quem está sempre ali, aquele amigo em total disposição para me dar seu melhor sorriso e juntos rirmos de tudo ao redor. Obrigada, vocês tornaram todos os meus dias melhores e sei que ainda vamos rir de tudo e mais um pouco que vier pela nossa frente.

Outras pessoas marcaram 2016 por estarem sempre presentes, por participarem de cada momento, cada novidade e junto compartilharmos a mais genuína forma da amizade: duplicar as alegrias e dividir as tristezas. Obrigada pela disposição e por estarem aqui, independente do lugar, da chuva dificultando os nossos encontros e das dribladas de rotina que sempre terminavam em boas risadas.

Aos meus amigos que passamos por longos períodos sem contato e com uma real distância, sou grata pelo enorme prazer de termos retomado o contato: Obrigada! Meus dias são muito mais felizes com vocês novamente ao meu lado - mesmo que seja no sentido conotativo. E sigo ainda mais feliz em poder afirmar que vocês não fizeram apenas parte do meu passado, e sim que são o meu presente.

Celebro o ano de 2016, dias atrasada, e abraço 2017 com muita esperança desses laços se solidificarem. Além disso,você que estamos distantes, também me alegraria muito se pudéssemos retomar o contato, que por algum descuido do destino tive a má sorte de perder de vista. Sinto a sua falta. :)

Amo vocês! <3

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Mente vazia, ócio que exala e amargura que entristece




Quem realmente conhece o estado espiritual da felicidade partilha do sentimento de PLENITUDE, que consiste na sensação de ter a vida por COMPLETO, a vida CHEIA e REALIZADA. E consequentemente - faço até uma observação óbvia - esse tipo de pessoa não perde TEMPO tentando provar nada a ninguém.
Quando se é FELIZ não sobra tempo para especular a vida alheia, muito menos passar os seus dias "vivendo" para mostrar algo, comparando-se a uma ou outra pessoa ou até mesmo competindo com alguém que não está nem aí para o seu passatempo (ou melhor, DESPERDÍCIO de tempo).
Isso não é felicidade. Quem é feliz descansa. Quem é feliz esquece o que passou e aproveita o HOJE - claro, quando há algo maravilhoso para se viver. Quando você não se importa, tudo aquilo que o outro faz para te atingir ou chamar a sua atenção vira PIADA. E quem o faz, vira palhaço.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016


Tentar explicar o inexplicável pode ficar mais fácil com a ajuda de outro que também compartilha o mesmo pensamento que você.



Laços e deslaços: Uma pouco para contar de "nós"




E estava tudo bem. Cada dia melhor, a cada amanhecer eu ria mais a respeito dos meus recentes laços e deslaços e apenas me questionava: "Mas como pude eu colocar tanta tempestade em um copo tão raso, sem notar que toda a minha intensidade iria transbordar e afogar em todo o seu medo?"

E mesmo com essa minha constante mania de transbordar, eu só conseguia rir da situação. Rir do que por um momento fui, do quanto eu me entreguei velozmente em troca de nada... E também de como a minha imaginação foi longe ao imaginar que eu e você a qualquer momento seríamos "nós".

A aceitação foi natural, tanto que não tive nenhuma necessidade de criar uma grande cena para expor o quanto eu me frustrei com a sua falta no meio dos meus excessos. E assim, tudo simplesmente aconteceu no momento certo, sem que eu sentisse que precisássemos de uma despedida ou delinear um ponto final entre o que - somente eu - um dia pensou em chamar de "nós".

E quando a solidão partiu de nós, pude descansar os olhos e dizer: enfim, sós.

domingo, 23 de outubro de 2016

Tempos modernos: Falam-se tanto de amor mas tão pouco de compreensão




O que mais vejo são pessoas jogando tudo para o alto e perdendo a educação ao ouvir um não, e até falando na linguagem mais clara: excluindo as pessoas de uma rede social por não saber como argumentar com uma opinião divergente da sua.

Afinal, o botão conhecido como "Desfazer amizade" está ali implorando para ser clicado, já que descartar uma pessoa que falou algo que você não esperava escutar é muito mais cômodo do que ter uma discussão amigável e pautada pelo respeito, não é mesmo?

NÃO! Isso está imensamente errado. É nessa onda de curto e deixo de curtir que muitas vezes não paramos para refletir o quanto nós banalizamos as nossas relações. Em questão de segundos já descartamos uma pessoa de nossas vidas, e com as atuais possibilidades de comunicação e expansão da rede de contatos, rapidamente substituímos aquele -1 amigo por +1 que renderá mais likes e menos "aborrecimentos".

A internet tem sido uma fabulosa droga para nos afastar de pessoas importantes, deixando a impressão que continuamos próximos e conectados. Aliás, estamos sempre curtindo as fotos, fazendo comentários afirmativos nas publicações e compartilhando conteúdo que sejam compatíveis ao nosso interesse. O problema é que a ágil velocidade dessa interação permite que - com uma forte dose de superficialidade - saibamos um pouco de tudo, e deixamos de lado aquela horinha insubstituível para tomar um café com o melhor amigo unicamente para jogar conversa fora.

E onde entra o amor no meio dessa conectividade toda, Georgia?

Navegando pelo meu feed de notícias eu percebo que as mesmas pessoas que tanto estimam viver um grande amor são aquelas que fazem textão pregando o que acham certo e não possuem a maturidade emocional e diplomacia para conduzir uma discussão saudável ao receber um comentário que vá além de likes e emojis demonstrando concordância com a opinião exposta. Dupla ilusão.

Essa geração que tanto insiste em reciclar amigos é a mesma que parece cultuar o idealismo por um sentimento tão nobre e efêmero (A.M.O.R), enquanto não sabem dispor de um mínimo de empatia ao próximo. Sonhar com um grande amor pode ser muito bom, mas primeiramente, para amar outra pessoa devemos praticar a compreensão e precisamos enxergar além do que nós vemos. Não esqueça: somos todos diferentes! Desde a nossa criação, nossos hábitos familiares, nossa cultura e religião, somos experiências vividas... O que nos torna naturalmente predispostos a enxergar o mundo e situações de diferentes perspectivas. Ainda bem!

E então eu me pergunto: Como pode existir amor sem tolerância?

E o que deveria ser visto como um ponto positivo para o placar de qualquer relação, é carregado como um peso. Imagina como seria se todos nós estivéssemos passado pelas mesmas experiências, se possuíssemos as mesmas limitações e os mesmos costumes... Não seria extremamente mais complexo auxiliarmos uns aos outros em um momento difícil?

Com outra perspectiva podemos apontar para os outros algum detalhe que passaram despercebidos e ajudamos de forma natural e sem grande esforço. Como seria o aprendizado em uma relação afetiva com um parceiro que compartilha apenas dos mesmos gostos que os nossos, que aceita tudo o que dizemos sem questionarmos e que não soma, apenas iguala?

Acredito que seria no mínimo tedioso. As diferenças são bem-vindas e pedem, por gentileza, que sejam tratadas com respeito e compreensão. E o amor.... Ah, o amor é um sentimento tão leve, que não pesa e proporciona imensa paz! Não cabe a mim aceitar que ele venha de uma pessoa intolerante, que julga, ataca e nem ao menos tenta exercitar o ato de perdão ao próximo. Como alguém que vive imerso em uma bolha chamada orgulho pode conseguir fazer o bem a outro, sem se colocar em primeiro lugar? 

Dessa forma de amar, eu discordo e não compartilho!

                                         O amor está presente a cada gesto!
                               A cada concessão quando se faz pertinente;
A cada colo oferecido - mesmo que também precisamos de um ombro para chorar;
Em uma pedida de desculpa quando o orgulho já distanciou um do outro;
Quando o tempo é de qualidade e permite que estejam inteiramente focados apenas na presença um do outro;
Quando você acredita nos sonhos de outra pessoa, mesmo que eles não sejam os mesmos que os seus;
Quando você aceita que para serem completos, basta unir as diferenças e celebrarem as diversidades que fazem do todo um só!



O instante exato que tudo parou...

Senti como se eu estivesse revirada do avesso e aquele fosse o meu lado certo.

domingo, 16 de outubro de 2016

2009


Andar descalça na areia, dormir. 
Deitar na pedra, sumir. 
Fugir de tudo que existe aqui. 
 Tem dias que me dá vontade de sair por aí.
Tem dias que me dá vontade de sumir! 
Desligar o celular, ir para longe daqui. 
Subir montanha, entrar no mar. 
Sem ter pra onde ir.

2009: retrospectiva

Será impossível estar ao seu lado sem lembrar que as suas mãos já me promoveram as mais variadas sensações e arrepios? Hoje ainda é insuportável olhar a sua boca sem pensar no encaixe ao encostar nos lábios meus, que esperavam pelas deliciosas travessuras que essa língua fazia ao passear por todo o meu corpo. Ao encostar minhas mãos nas suas, lembro da troca de energia que sentíamos ao acreditar que juntos éramos um só. Quando encostava minha face em seu peito e sentia os batimentos acelerarem, percorria um calafrio em meu corpo que fazia ter medo em um dia nos perdermos. Fecho os olhos e lembro das noites em que passávamos juntos e aguardávamos ansiosamente a chegada da madrugada. O seu corpo em meu corpo, de um jeito que naquele momento eu poderia sempre ficar, era o calor que alimentava a minha alma e incendiava o meu desejo. Suas mãos mexiam nos meus cabelos, acariciavam minha boca e deslizavam sobre os meus seios. Foram tantos arrepios e gemidos que faziam eu acreditar que só ao seu lado eu poderia me sentir viva novamente.

Aos 13: paixão, febre e tempos de cólera

Eu queria um amor ridículo, inconveniente, asfixiante e consumidor que não me desse espaço para pensar. 
Queria um amor que me fizesse berrar até a garganta sangrar. Que me fizesse estiletar o braço com seu nome. Um amor que me escutasse chamando seu nome de cidades à distância e pudesse acalmar o caos do meu universo com um simples abraço. 
Um amor cujo beijo causasse aquele frio na barriga adolescente e quando tocasse o meu corpo, fizesse eu me sentir apenas sua mulher. Que me tornasse virgem e intocada ao desabotoar do meu sutiã e no percorrer de seus dedos sob meus caminhos.
 Aquele amor colérico, causador de dores de cabeça que só são curadas com um longo beijo. Alguém que morresse de ciúmes de todos os meus amigos e me xingasse todas as vezes que ficasse inseguro - fazendo eu enxergar o menino que existe em seu olhar. Um amor que me instigasse a tatuar seu nome por lugares espalhados do meu corpo, sonhando que um dia pertenceríamos um ao outro. O amor obsessivo, que me fizesse comprar o seu mesmo perfume e usá-lo em todas as minhas roupas para cheirá-las e senti-lo presente nas noites que não estivesse comigo. 
Que me fizesse escrever poemas explicando por A+B o porquê dele ser a razão da minha vida. Alguém que escolhesse a minha roupa, penteasse meus cabelos e pintasse as minhas tortas unhas dos pés. 
Alguém que eu pudesse contar todos os meus segredos mais íntimos e irreveláveis sem medo de julgamento e sem a vergonha de expor o tão temível eu. Queria um amor pelo qual eu precisasse morrer, para tornar lindo o ato de viver.

Eu preciso de apenas uma certeza,
Só por hoje eu peço que me prometa que em outro lugar eu irei te encontrar e as coisas serão bonitas novamente.
 E vamos admitir... Você é o responsável pela missão de fazer com que a minha vida ganhe um novo sentido. 
Você e tudo que nos espera, colorindo com vida às minhas velhas páginas em branco, destino que só tem espaço para nós dois.

Primeiro amor

Esperei todo esse tempo por você.
E hoje sinto que todos esses anos não foram pautados por uma mera ilusão. 
Não desejava o habitual, desejava o mágico que pudesse me recompensar o tempo perdido. O mágico que me trouxe rosas que hoje perfumam a casa toda. A cartola que trouxe a possibilidade de vivermos a mais nova realidade. 
Eu esperei todo esse tempo por você. E como eu posso dizer?! Foi tão mágico...

Superar é diferente de esquecer



Eu me lembro daquele lugar como o nosso cantinho. Era ali que não brigávamos, que não havia desentendimentos, nem diferenças... Apenas brincadeiras, risos e olhares.
 Estávamos ali por um só motivo e uma concordância. E hoje estar lá, sem você, foi um tanto quanto diferente. Como se faltasse uma peça no meu quebra cabeça, uma rosa vermelha em um jardim sem cor.
E enquanto eu pensava em partes bonitas da nossa história, minhas pernas enfraqueceram e senti o ritmo do meu coração desacelerar... Poder recordar faz com que eu afirme que nada disso foi em vão, obrigada!
Cravar profundamente em meu peito tudo o que eu encontrei em você - aquilo que não posso me desfazer.
Não quero perder nenhum minuto ao desfrutar da sua companhia. 
Não quero perder nenhuma palavra, seja ela a mais banal que for.
Não quero perder algum sorriso, que se tornou a minha força e o termômetro do meu amor.
Não se afaste... Seja a minha luz, não sei andar sozinha no escuro.
Tu pegas em minha mão
Como quem colhe uma flor,
Doce bem-me-quer.

sábado, 15 de outubro de 2016

O clichê de um café e um amor


Nuvens cobrindo o céu de uma manhã de inverno e as nossas duas xícaras de café, ainda quentes, apesar dos frequentes sopros de vento. Eu mexo e remexo a colher de chá, faço ondas nessa liquidez que levam e trazem a minha solidão. 
Pego o jornal aonde as palavras se embaralham, sinto falta nesse momento do teu beijo em minhas bochechas dizendo'' bom dia''. Espero para tomar o meu café e até o deixo esfriar, enquanto a carência e o medo em não te ver voltar apertam o meu peito.
O vento continua a soprar e bagunça os meus cabelos, brinco comigo mesma, faço caretas e aprecio algum momento de liberdade. Sei que minhas maças estão enrubescendo e sinto as minhas mãos ficarem frias. Vou dar outro gole para me esquentar, vejo que a minha xícara já acabou. Hesito antes de tomar o teu, em tua xícara, que eu insisto em mantê-los intactos. Permaneço relutante que você aparecerá e terei a sua companhia para o meu abrigo.
Vejo às horas, nunca passam. Pego o jornal, nada consegue prender a minha atenção. Dou o primeiro gole. Aquele que desce frio e amargo, com a solidão raspando a minha garganta. Isso era você, não posso substituir a tua parte em meu cotidiano.
Olho para a mesa, vejo o teu lugar vazio. A tua xícara que não era mais de tão tua exclusividade. O jornal que você não amassou ao tirar de minhas mãos para me dar um beijinho.
Agora sou eu e minhas mãos frias que as tuas quentes mãos não aquecem mais. Sei que você não vai voltar, mas há mais café, para nós dois.

2009: amor de irmã

Senti medo em imaginar você partindo, sabendo que não terá volta. Medo de pisar em um caminho aonde sei que irei tropeçar, e sem você para me segurar, cairei e  me levantarei sozinha.
É estranho imaginar eu não ter você para proteger e cuidar, faz parte de meus deveres checar como você está e que nada de ruim poderá te acontecer. Tenho a necessidade de te proteger, como se fosse uma filha, ou uma irmã mais nova.
Enxergo em você o que os outros não podem enxergar. Sei de sua inocência e ingenuidade, que me aterrorizam ao pensar em você longe, sozinha. Mas eu almejo o seu bem e a sua felicidade antes de mesmo de prezar pela minha!
Ver você amadurecer e correr atrás de seus sonhos é gratificante, pela nossa amizade e pelo carinho que eu deposito em ti.Ainda tenho medo de você em um território novo, com seu coração aberto e cheio de planos reais, que se tornariam perfeitos, se todos não fossem tão cruéis.
Viajo em seu sorriso e beijo o seu olhar.
Como é tentador encontrar perigo nos seus olhos, 
Eu não quero parar de brincar.

O que sei é tão volátil e quase inexistente que fica entre mim e eu.

Eu não poderia suportar mais esse vazio, a falta de algo controlando as minhas emoções e fazendo com que eu perdesse a razão. 
Sentia falta de enlouquecer de vez em quando. Aquela saudades de alguém que me proporcionasse momentos de fuga dos meus ideais, e que me fizesse enxergar o mundo apenas da cor de seus olhos.

2009: sonhos engavetados

Eu deixo sentimentos em folhas, lágrimas em caixas, sorrisos em fotografias.
E com essas lembranças, aceito a melancolia sem ter medo dela se instalar.
 Assim eu tenho gosto por dias banais, tão óbvios que chegam a ser inadequados.
Mesmo que pareça apenas notas quebradas e pinceladas desbotadas, o meu ritmo de dançar é no compasso de partituras desalinhadas que cantam a sobre a saudade e o amar.

2009, sonhos engavetados

O coração continua quebrado enquanto me restam apenas lampejos de alegrias.
O sorriso sempre se esconde, e eu sempre o encontro dentro de você, junto das doces lembranças que eu já não consigo alcançar.
Eu precisava reviver a liberdade que seu amor me concedia. Pegar a minha felicidade que ainda habita em você e me perder na cor dos seus olhos, nem que fosse por segundos, neles entro em contato com o seu interior e com a minha outra parte que está em ti.

2009, sonhos engavetados e explosões

Enquanto eu me sentir viva, dane-se tudo. Nada se compara à sensação do sangue correndo nas veias e de sentir o coração pulsando. Continuem tirando o que conseguirem de mim, mas enquanto eu me sentir forte, o renascimento será certo.

2009: sonhos engavetados

Não grite em meus ouvidos que você ainda precisa de mim para sorrir.
Não me obrigue a escutar aquela música, que já não toca em minha mente.
Não se desculpe pelo que fez de errado e muito menos diga que dessa vez será certo.
Não cruze o meu caminho esperando que eu siga ao seu lado.
Não pense em mim, esqueça de nós.

2009, sonhos engavetados - pesadelos!

Essa minha fúria me alimenta, enquanto o desprezo pela sua ignorância corrói os meus sentidos e transborda a minha tolerância. Percebo que sua inferioridade cria muros que me impedem de ultrapassar, as vezes até temo me misturar e me corromper a esse seu tipo chulo. Bato palmas enquanto você com sua ''tamanha'' sabedoria continua acreditar que pode impor algo sobre mim, devido à minha passividade e ojeriza à sua falta de caráter que sabiamente me mantém afastada.

E o cemitério que foram enterrados meus sonhos já não recebem flores, resolvi abandonar qualquer laço que me fizesse chorar, outra vez.

2009, passarinhos...

Tendem a dizer que tudo o que faço é intenso,  e que isso é um convite pra todos... Que pena que essa frase não é apenas uma massagem ao meu ego! E eles conseguem paz em meus olhos, se deitam esperando por repouso. Então eu me canso ao ficar parada, preciso encontrar, as minhas partes perdidas por aí, e toda a maravilha que meus olhos pedem para enxergarem. Afinal, me desculpa... Sou jovem demais para escolher aonde prender meus pés de passarinha!




2009: sonhos engavetados

Acordar e perceber que dez anos se passaram. 
 Escondi todas as minhas feridas, as minhas lágrimas eu não deixei serem caídas e os choros e soluços foram engolidos.
Os meus medos e anseios me fizeram calar o que me habitava: a angústia e a repreensão pelo desconhecido. 
Deixei o medo me sufocar, o cansaço desgastar, a tristeza habitar e mais todo o sofrimento vir, e eu simplesmente permitir entrar. 
NÃO, não aqui, não comigo, não em mim, não para mim.
Você não vai me ver sangrar tão fácil.
Eu não aceito ouvir um não, principalmente enquanto seus olhos gritarem que sim.
Não preciso mais tolerar as suas mentiras e quaisquer fingimentos sobre a imensidão que cabe entre você e eu.
O agora é o que nós resta, moreno. Vem aqui e me diz o que é certo, me ensina... Sou boa menina e quero fazer do seu jeito.

Como você dorme depois de me ver chorar?
 Com o que você sonha depois de um adeus?
 O que você enxerga no espelho depois das mentiras que me contou no caminho? 
Você ainda vê em meus olhos a sinceridade que eu não encontrei nos seus?

2009: sonhos engavetados

Eu pego o meu livro,com o meu passado, percebo que não posso colocar cor nas minhas folhas foscas e acinzentadas. Vejo a maioria das páginas borradas e confusas, onde as tintas que ali passaram não tinham cores fortes o suficiente para não desbotar com o tempo, com as lágrimas que eu deixei serem derramadas.

Gosto do bem feito, o desleixo não me serve e a perfeição não me cabe.

2009: sonhos engavetados

Tenho mais a oferecer, mais pra saber, pra querer, sentir, eu quero mais é VIVER. Tento me enganar e fugir desse meu senso frágil que se deixa incomodar por tardes frias, e nessas  manhãs chuvosas. Mesmo que venham as tempestades, e até que eu me adapte aos furacões, ainda fico assustada  com aquela garoa que vem de longe, ameaçando derrubar a pequena tenda que  ainda me mantém segura. Eu hesito, prefiro manter a minha transparência, que já foi mais sincera e completa. Ainda que a vontade seja de gritar para meio mundo me ouvir, por enquanto não será o suficiente. Deixa eu continuar escondida, com meus anseios e minhas preces... Na hora certa, quando essa tenda cobrir os meus temores, minhas angústias e meus pecados, tempestade nenhuma me ameaçará.

2009: Adeus, amor.

Prefiro não acreditar no que vejo, na falsidade que você distribui em sorrisos, na mentira que carrega em teu olhar. Diferentemente de todos, eu sei o que se passa, sei o que você quer. Conheço a sua necessidade de fugir dos encontros, de me evitar, de tornar tudo breve. Mesmo que as coisas não sejam como no início, que o amor tenha se afrouxado, a confiança se rompido e o orgulho criado um buraco entre nós dois, ambos sabemos que o por quê de nossa ligação, concordamos que juntos já enfrentamos a todos, e que eramo melhores nós dois formávamos um só. E esse é o nosso medo, que tenhamos que enfrentar as dificuldades novamente, insistindo em algo que se criou entre nós... Maldito vínculo. Eu vejo que você prefere se afastar do que ser obrigado a me enfrentar, e encarar toda a realidade que nem sempre são flores, a tosca realidade que desgasta, que fere e que esconde o que tínhamos de melhor. Eu ainda temo os meus olhos nos seus, não sei o que você enxerga dentro de mim. Você sempre soube notar minhas mentiras e ler as minhas verdades somente em um olhar. Hoje, eu não sei se é que eu tenho algo de concreto para te oferecer. Agora quero, logo canso, depois hesito e mais tarde talvez eu ainda queira ter você aqui. Então percebo que eu sempre vou ter meus medos, sempre tentarei descobrir o que sinto quando a pergunta for sobre nós dois.

2009: sonhos engavetados

E todo dia eu sinto essas perdas, cada dia demoro para unir mais meus pedaços, que estão jogados por aí, perdidos em histórias que já foram felizes. As vezes acredito que nem partes eu tenho mais para serem despedaçadas, já tomaram de mim tudo o que poderia me fazer completa. E infelizmente, tem se tornado comum, devo aceitar pela frequência que esse rumo persiste sobre mim.

2009: sonhos engavetados

Estou sentindo falta de um chão, de uma base e alguém que acredite em mim. Não estou vendo resultados em meus esforços e esse é o pior castigo em minha vida. Nenhum sentimento me fere tão intensamente e de forma tão virulenta quanto a incapacidade. Posso vir a sofrer de saudades, de amor, de medo, de angústia, mas para minha alma nada é tão doloroso quanto o desanimo ao me sentir inutiz e incapaz. O vento sopra algumas palavras em meu ouvido, que soam levemente, sem forças para me reerguer, muito menos de fazer eu sentir novamente a satisfação corando os meus dias. Como se não fosse o suficiente eu me sentir presa e indefesa nesse próprio corpo. Não podendo me defender do que eu não considero certo, do imoral, continuo a segurar em minha garganta todo os meus ideais frustrados e que sangram, sem se cicatrizarem. Hoje todos os meus medos, fracassos e pedaços incidem sobre o que eu iria ser... Já que estou sempre pequena, fraca e agora, crua.

2009

Hoje nada me impede de deixar pra trás aquilo que me prendia, cansei de viver e suportar essa farsa.As lembranças que eu tenho de uma vida feliz, de um lugar tranquilo estão sendo substituídas por esse inferno rodeado de falsidade e pessoas medíocres .Resolvi não ocultar mais os meus sofrimentos para te proteger, cansei de carregar a sua dor e engolir a minha, que sempre arranha a minha garganta. Foi mais do que eu suficiente, você sabe da minha infelicidade e da ausência de afeto que eu estou sentindo, porém, como sempre, você nada fez.Você me viu chorar e me obrigou a calar-me, você viu a tristeza e desespero em meus olhos e fingiu não me enxergar. E mesmo assim eu pensei em você, acreditei que você também sofre, que a sua vontade também seria ser somente nós duas.Oportunidades não te faltaram e você preferiu ele e as palavras chulas que saem da boca imunda que você resolveu beijar, você preferiu segurar aquelas mãos asquerosas, que tem uma aliança de mentiras, de insanidades, do que apoiar a mão de quem sempre esteve ao seu lado, e que abria mão até ontem da própria felicidade pela sua. Quantas vezes não foram as que eu permaneci calada, que eu escutei palavras cobertas de infâmia e não retruquei, por não querer mais intrigas, mais sofrimentos em sua vida. Se você realmente estivesse sofrendo, se você verdadeiramente se preocupasse um pouco com o seu único laço com o passado, você não levaria a frente essa injustiça. Não temo mais a sua solidão, você sempre conseguiu afastar todos de sua vida, e isso continua se repetindo, portanto não cabe a mim atrapalhar essa sua rotina.

2009: sonhos engavetados

Até onde eu irei? Quando eu deixarei de sonhar e sentirei os meus pés amortecerem sob o chão?E se eu não souber perceber que está na hora de enfrentar o real e esquecer que as vezes, planos não passam de papéis rabiscados e os sonhos não deixam de ser distantes. A cada segundo passado são suspiros agoniados, incertezas em estado constante e a vontade e a saudade daquilo que não cheguei a possuir. O medo de enfrentar o desconhecido e a insegurança da conquista do que está inacessível, as vezes me faz falhar, recuar e voltar à minha origem, a fraqueza. O estado em que eu facilmente me intimido com o futuro e com situações que não estão em meu consentimento. Quando pareço novamente encontrar o meu escudo, meu ponto de apoio, sempre sinto a interferência de alguém, que leva a minha paz para um lugar escuro. Devo fazer desse ciclo uma rotina, tornar tais desafios o meu meio de auto criticar, fazer das pessoas uma ponte até o meu ideal. Com a chegada das ventanias, eu estarei apoiada e não será qualquer onda negativa que derrubará o que foi construído em uma plena subida, onde os degraus são maiores e o cansaço insiste em fazer companhia.

2009, sonhos engavetados

Rabisco as palavras que expressam muitas vezes o que eu não consigo dizer. Ao rasgar as folhas elas soam os meus anseios e conjugam o meu medo de arriscar. Esqueço que tudo o que foi liberado de mim assombra o meu reflexo no espelho. Até se eu aprender como esquecer o que eu me tornei a ser, eu ainda a mesma serei.

2009: Despedida

Última noite.
Última chance.
Última esperança.
Último beijo.
Último adeus.
Último suspiro.
Último sonho.
Última mentira.

2009

Tudo que nós vivemos foi pela metade. Beijos, abraços, palavras, carinhos, segredos e afinidades. Hoje procuro as lembranças do que fomos um dia e só encontro a minha parte perdida, os meus restos flutuando nos rastros da sua ausência. Quando me perco em saudades, creio que seja da minha fantasia e do meu irreal, pois toda a parte que seria nossa, somente eu participei. Todo amor que era nosso, apenas eu herdei.

2009, sonhos engavetados

Quando relembro toda agonia, euforia, ansiedade, eu sinto o meu corpo pesando gradualmente sob os meus pés, que incertos não sabem a direção a me guiar. O caminho continua a mudar, as inconstâncias continuam a me visitar. As mesmas confusões, as mesmas complicações e as mesmas novidades - talvez eu nem passe por mudanças, eu permaneça em um ciclo de constante inconstância que seja capaz de tornar-me previsível - os mesmos medos, os mesmos desvios, o mesmo cansaço, continua...

2009 e esperança

Ela própria não compreende da onde vinha tanta persistência. Não enxerga até onde vai a sua esperança. Não imagina quais são seus limites. O desejo pelo inusitado não deixa ela cansar de sonhar.
As cordas do violão soam em suas leves dedilhadas e o vento sopra em meus cabelos.É a paz que eu preciso pra hoje, é no seu tímido sorriso que eu consigo repousar...
Essa ansiedade que tanto me atrapalha, desmancha-se no contorno dos seus lábios ao preparar de um sorriso. Menino bonito, porque faz isso comigo?

É ou não é?

Eu to tentando... Não sei por quê, nem por quanto tempo.mas o que importa é o agora, não é? As únicas certezas são as incertezas... Não são? E você, não tem medo? Medo de encarar tudo o que você sempre quis, medo de deixar escapar talvez a sua única certeza? Não tem?

E dizia que o meu silêncio gritava toda a verdade em meus olhos.

2011, sonhos engavetados

A noite é muito mais sincera. Ela pode ser solitária e ao mesmo tempo acolhedora.Quando a claridade se esconde podemos encontrar os medos, angústias, ansiedade, sonhos e frustrações no cantinho do quarto.Sem uma sombra pra nos escondermos, automaticamente suportamos os temores durante o dia, com medo de sermos notados em momentos frágeis.Sempre gostei do frio da solidão, do timbre do silêncio.Traduções nas noites em claro.Palavras, lembranças, soluços... Adeus sono.

2011: Meio termo, desespero

Ontem tive uma segunda-feira tão ridícula, amena, vazia e silenciosa. Hoje eu precisava de ruídos, flashs... Até toparia um standart ou outro. Nada mais me fez gargalhar até a barriga doer e não houve motivos para dores e soluços incessantes. Até procurei cutucar minhas feridas e escavar ainda mais o vazio que você me causa, porém não há nenhuma gota de sangue para colorir esse dia. Como um luto sem dor, como um reencontro sem amor. É o meio termo que continua me incomodando.

2011: Açúcar, pimenta e afeto

Já tive algumas paixonites que me deixaram febril, exausta... outras que eram calor, êxtase e animação. A maioria dos que me relacionei eram bem diferentes de mim, havia a conquista mas sempre uma grande e total entrega. Ou uma conquista e um sumiço depois de dar a mordida na fruta. Eu sempre estava segura, pois sabia as intenções deles.E já tinha havia escutado que há uma alta probabilidade de nos apaixonarmos pelo nosso semelhante.Realmente vejo que aqueles que mais me atraem são os indecisos, ou os que de tão livres aparentam que nunca serão de ninguém.
É aquele que em um momento vem correndo, e já no outro foge e demora pra voltar. Quando ele tá perto, ele nunca deixa a desejar, mas quando tá longe... faz você querê-lo mais perto pra saber o por quê de tal indiferença. Esses costumam vir pra ficar... São aqueles que facilmente aceitam o meu jeito de querer viver e aquela antiga necessidade de amar e mesmo assim ter o meu espaço para respirar. Houveram também os devotados e fieis, mas que me enojavam e sufocavam com o ciúmes e possessividade.E também os que não queriam realmente nada, desde o começo eram transparentes e eu podia enxergar que não seria a única. Nunca fui a pessoa encanada, que sofria ao descobrir que não era nada além de distração. Aliás, considero um egoísmo me descabelar, chorar e perder tempo meu e gastar o dos outros, reclamando de um homem, sendo que tem bilhões por aí que eu ainda posso encontrar. Porém, sempre fui questionada sobre essa frieza, essa "capacidade" de desencanar facilmente,e um dia resolvi mentir a pior pessoa: eu mesma. Tentei encenar e fingir ligar, forcei lágrimas que nunca foram derramadas, tentei ser alguém que precisa de outro alguém para se encostar. Tentei e não consegui esconder por longo período. Como todo ser humano, eu odeio fracassar, mas isso me fez ver que não posso fugir do que sou. As vezes confesso que ainda tento expressar o que não vejo necessidade, dizer palavras vazias que não pertencem a mim... mas eu sinto vergonha de estar me negando, de querer ser o que não posso ser. Claro que eu quero ter alguém ao meu lado, uma pessoa que me faça rir dos problemas e reparar nas coisas cotidianas que na correria deixamos passar. Alguém que me transmita confiança sem precisarmos de aprovação pública. Uma pessoa que ame a si mesmo antes de qualquer outra pessoa e nunca pense em reivindicar de sua liberdade, de seus amigos, e do tempo para cuidar de si próprio. Quero ter meus dias de mal humor sem precisar dar satisfação, e quero que esse alguém não abandone a mesa de sinuca com os amigos, nem mesmo o futebol. Quero me amar e estar feliz comigo mesma para irradiar felicidade na vida dele... E quero também que ele faça o mesmo! Sensação de calor e aconchego quando me olhar, vontade de viajar dentro de um sorriso que poderia ser tirado com brincadeirinhas ao te morder, fazer cócegas... Mentira seria eu dizer que não sei sonhar e que não quero ser importante pra alguém. Mas o diferente são as proporções, o cargo que é empurrado junto com a rotina, as cobranças e desconfianças, as brigas sem motivos. Posso querer me apaixonar e continuar me sentindo leve, arrastando você junto comigo e também te amar como se todos os dias tivesse um gostinho de suspiro. Eu quero fazer amor sem a preocupação com o que acontece lá fora. Quero uma música de fundo que me faça querer dançar encaixando o meu corpo com o seu e nesse mesmo ritmo as nossas respirações cantarem. Os meus pés encostarem nos seus e te arranharem... Eu quero perseguir cada arrepio na sua pele. Por mais que sexo seja fundamental e ser o tempero de qualquer relação, além da melhor forma de uma reconciliação, há mais o que juntos aproveitar. Posso gostar da sua pele e do seu calor e também me apaixonar e desejar a sua alma, querer saber mais o que passa em seu cérebro e valorizar a sua criatividade. Acreditar que um dia isso será recíproco, tenho que ter uma âncora que não me deixe afundar em solidão. Nem que seja de uma forma mais fantasiosa, com menos compromisso e mais atenção, com menos ciúmes e mais abraços, com um equilíbrio entre tesão e a razão, acho que tenho esse direito, né? Para o bem daqueles que reclamaram da minha frivolidade, dificuldade de entrega e de um pavor de compromisso e intimidade, eu digo que desde que seja leve e suave, eu topo...
Não sei se esse alguém, que as vezes tratei como você, existe por aí, ou existe na minha vida... Mas eu quero colocar açucar nessa minha vida e muito afeto na de quem estiver ao meu lado.

2011, sonhos engavetados e o mesmo homem de Virgem

E toda essa dureza acaba quando te vejo chegando. O vento, o charme, os pés, o caminhar, o cheiro...
Você se aproximando lentamente e fazendo eu pensar na saudade, na vontade e até em amor... quem sabe um dia ele pode se juntar entre nós?

2011, sonhos engavetados

Fique, até o jantar.
Não quero deixar o nosso amor esfriar.

2011, sonhos engavetados

Não to aqui pra segurar o choro, nem pra fingir que esqueci o que ainda me tira noites de sono...
Eu quero é gritar até perder o fôlego, quero libertar todo o pranto esgasgado, até que a dor que eu sinta, seja uma dor de ausência de disposição, uma fraqueza física. Antes um corpo indisposto, do que uma alma cansada.

2011, sonhos engavetados

Eu escrevo porque tenho vontade de gritar. E se tenho vontade de escrever e não posso, eu grito! Grito pra espantar, grito por querer sumir, grito por muitas vezes não poder escapar. Essa gritaria não é pra ninguém escutar, nem mesmo espero que alguém possa me calar. Afinal, enquanto escrevo estou vomitando lágrimas em silêncio.

Quando a alma canta

Meu nego, um dengo, chamego, desejo, lampejo, te vejo...

2011, sonhos engavetados

Será tão difícil perceber que esse tempo pra mim é um incansável intervalo que sou obrigada a arrumar pessoas, assuntos e coisas que na verdade não me interessam, pra tentar desfocar a minha atenção apenas de você?
Pra mim é claro que é impossível fugir do que eu quero, do que eu mais desejo... então procuro me manter ocupada pra não tomar todo o seu tempo pra mim. Mesmo assim, ainda acredito. Posso não ter certeza do que ainda sente, mas sei que sou um parte do que fomos. Os dias passam, os lugares mudam, os gostos vão se alterando e se lapidando conforme o ambiente e as companhias, mas a saudade que carrego junto às lembranças que tenho de nós dois, firma qualquer sentimento em meio a qualquer mudança. Não sei como as coisas ficarão daqui uns dias, mas sei que desde que disse adeus todos os dias passam iguais e mesmo que o tempo te arraste para longe de mim, continuo a te seguir.

Dois mil e doce

É o seu cheiro, doce fragância do pecado que inalei pelos meus poros, suguei com toda a minha língua e que hoje percorre as minhas veias. O seu aroma me desperta nas manhãs frias, fazendo meu corpo sentir calor, suar, querer água, querer fogo... querer você entre minhas pernas. Seus olhos na minha boca, minha boca olhando e sentindo cada pedaço do seu corpo, desejando não ter que ir embora nunca mais. Nosso suor se seca, nossas mãos se soltam. Adeus. Preciso caminhar e distribuir pelos ares e pra toda a natureza a graça e a leveza do profundo exalar do seu erotismo na minha pele. Novamente desejo o seu corpo, passo meus dedos sobre minhas pernas... Aah, seus lábios roçando por todo meu tecido! Um arrepio e um suspiro. Doces lábios, amargas palavras que encharcam de dor toda a minha alma, aquela que sangra noite e dia porquê clama pelo seu socorro.
Semanas quentes, mal estar, cansaço físico e você distante, longe do meu leito.
O calor não era o da sua pele na minha, o cansaço era distinto da moleza e fadiga após nos movimentarmos por meio de respirações ofegantes.
 O sol fervia e me cegava enquanto eu esperava você chegar e me oferecer a sombra, trazendo o ar fresco e descongestionando minhas cavidades de toda essa saudade que já me impedia de respirar.
Você chegou. Eis que fez luz. Hoje sou raios, clarões e fogões de artifício que perambularam muito além de meu estômago.
Enquanto isso, seus olhos me devoram e tragam rapidamente o que ainda resta de minha sensatez e sanidade.
Fusão de sentimentos provocados que conseguem me trazer o ar e me fazem respirar entre imensos desejos e vontades.
Essa sou eu,  querendo todas as suas partes, viajando por cada centímetro do infinito de nós que cabe em sua pele morena e suada.

2012, sonhos engavetados

Tenho aflição quando outro se aproxima, não quero perder nenhum minuto meu a não ser que seja com você. Aceitei a nossa relação, que deixou de existir mas que não deixamos ela ir... nos afastamos, porém sabemos que a qualquer momento a insegurança vai se calar, o orgulho vai dar uma volta e nossos corpos se encontrarão. Cada palavra solta tem um tom de ansiedade, há uma grande espera pelo nosso momento acontecer. Meus gestos se colidem aos seus, nossos dedos se enlaçam, sua respiração me estremece e o seu cheiro invade as minhas cavidades nasais, incendiando todo o meu cérebro e meu auto-controle. Quero me encostar em você, enroscar minhas pernas em seu quadril, abraçar meus braços em suas costas. Pressionando minhas unhas em suas costas largas, marcando a sua pele com a minha força, fazendo o sangue escorrer e cicatrizar. Essas cicatrizes contém o meu nome, o meu desejo por tudo o que você pode me oferecer e a entrega do que posso te oferecer de mais valioso, a minha carne e o meu amor.

Coração academizado

Eu era tão mais leve, mais expressiva e natural quando ninguém modificava minhas vírgulas e não colocavam ponto final antes da minha frase ser terminada. Era um suspiro, um grito e um alívio que saia sem a preocupação de estar claro, objetivo, simples e conciso. As vezes me sinto uma mercadoria com minhas frases curtas que são utilizadas para atingir, mas deixam de ilustrar o que sinto, o que vivo, o que machuca. Num cansativo e comprido ciclo, que é o espelho do que sou. Sem a necessidade de simplificar, ou agradar... apenas vomitar tudo que não sei digerir.
Não há religião que cura ausência, não há dinheiro que traga de volta, não há uma felicidade completa, não há amor que substitua, não há uma vida que sobreviva sem a outra.

Ser humano, seja humano

Ser humano é ser ignorante.
É o ser que sabe julgar, falar, gritar, impor, mas não sabe escutar, não pode dialogar pra descobrir o que o outro tem a contar.
Ser humano é ser pedinte.
Pedir atenção, pedir paciência com seus dramas e delírios, pedir o que não pode dar em troca: reciprocidade.
Ser humano é ser egoísta.
Não saber viver sozinho, mas não querer viver só. Preferir atormentar os outros com seus defeitos e incompreensões, do que descobrir o caminho do autoconhecimento, para a compreensão do próprio eu e do outro.
É cansaço, contradição, é contínua previsão.
Primavera molhada,
Sonhos encharcados de ilusões que se escondem por trás de cores e flores.
Hoje falta um sol que diga bom dia ao nosso amor...

Deja vú

eu tenho tanta coisa pra fazer,
mas não consigo me concentrar em nenhuma delas
pois só penso em você...
te abraçar e dizer FICA!
não me deixa, não se perca e não se assuste com meu silêncio,
não desista se em algum  momento eu me aproximar e quando você menos esperar, eu não esteja fisicamente perto, fisicamente quente, nem já mais tão presente.
de você eu quero a paz, o reflexo do mar, a tranquilidade em encostar em seu peito e só me preocupar em te escutar respirar.
1, 2, 3

inspira
expira
inspira
expira
(...)

to aqui do seu lado, pra segurar a respiração e prender todo o seu ar, dentro do meu pulmão.

(sonhos engavetados)

hoje eu só quero escrever,
incansavelmente
ininterruptamente
não quero desviar do fluxo de ideias e sentimentos que quando não escritos me agonizam e sufocam,
é o pedido por um papel
liso ou rabiscado,
um pequeno espaço para me satisfazer e arrancar suspiros de alívio...
shhhhhhhhhh, eu só peço por silêncio!
deixa eu escutar o correr do lápis e o bater das teclas sincronizados com meus pensamentos aleatórios que cantam e palpitam no meu peito a VONTADE de escrever pra você...

(sonhos engavetados)

Chego cansada de mim mesma, do que me rodeia ... olho para o céu na procura de uma vaga resposta, um pequeno placa de abrigo. Como humana impaciente, não tenho previsão para que a felicidade entre pela minha janela e ilumine toda a minha vida. Meu coração aperta, pede socorro, grita e implora por uma segurança, nem que em um dia distante, se eu soubesse esperar...
Procuro escutar os silenciosos sussurros da minha alma. O vazio permanece enquanto me controlo para que todas as minhas inquietudes não gritem e acordem a minha mania de demonstrar paz. São tantas dúvidas abafadas pela minha pressa e necessidade de ser feliz, de aproveitar o que há agora. E todo dia eu aceito deixar pra depois meu choro que engulo em um ácido soluço cortando a minha garganta e que atravessa e arranha a cada poro de minha pele.
Não sei se me calo, se grito. Não sei até quando consigo lidar comigo mesma, vivendo uma constante tentativa de entender e explicar o indizível ser humano que sou.

2016

eu não queria estar aqui
eu preferia não precisar andar por essas ruas escuras e ter que encarar o melhor e o pior de mim nesse reflexo que transparece a mais triste dicotomia que é separada por uma linha tênue que se criou quando traguei o seu 'não'
e essa linha?
o ontem e o amanhã
a razão e a emoção
o querer e o poder
eu e você...

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Outubro Rosa



Mulheres, que esse mês não passe em branco e seja um instrumento da conscientização para a prevenção do câncer de mama a partir de um diagnóstico precoce. 

O câncer de mama pode ser detectado com o auxílio do auto-exame, porém o mesmo não substitui a necessidade de realizar a mamografia anualmente, já que com sua regularidade, é possível uma redução de 30% do total de mortes.

Não deixe para amanhã, quanto menor o tumor, maior a possibilidade de vencer essa batalha!

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Doa(ação)


Hoje estive na Associação Defensora de Animais (ADA) para entrevistar a presidente Anne Moraes, que realiza um iluminado trabalho social. A entidade que existe há 3 anos, resgata cães e gatos doentes, abandonados, machucados e vítimas de maus tratos, com recursos captados a partir de doações para cuidar de cada pet de acordo com sua necessidade.
A associação se diferencia das outras de Londrina por trabalhar com animais que necessitam de cuidados especiais. Anne explica que é muito mais fácil encontrar um lar para um cachorrinho ou gatinho que esteja “perfeito”. Além da procura por animais saudáveis, o custo para tratar um animal doente é mais caro e requer tempo e dedicação, o que afasta muitos da possibilidade de adoção.
"Enquanto deixamos de ajudar e lutar por esses animais, eles serão abandonados, mau tratos e vítimas de crueldade", desabada Anne. A presidente da ADA frisa que a comoção e a piedade não são suficientes, sendo necessário que todos saíam da zona de conforto para ajudar.
A voluntária resgata os animais, encaminha ao veterinário e oferece abrigo para que depois da recuperação eles sejam levados até a feira de adoção, que é realizada quinzenalmente no Moringão. Enquanto isso, a ADA necessita de AJUDA. A entidade não recebe apoio financeiro público, contando apenas com a doações de pessoas físicas que se dispõe a ajudar no dia a dia desses animais.
“Nós precisamos manter a higiene impecável para ajudar com a melhora desses animais, o que explica a necessidade de limpar o ambiente quantas vezes for necessário ao dia” explica Anne. Para aqueles que desejam ajudar, a ADA disponibiliza a conta bancária para doações, aceita também doações de produtos de limpeza, que fazem grande parte das despesas, como água sanitária e desinfetante. Além de ração para cães e gatos, areia para gatos e itens para a saúde animal. A associação busca voluntários para contribuir com a limpeza e higienização do ambiente, principalmente nos finais de semana.
Serviço: ADA Associação Defensora de Animais Londrina
(43) 8456- 4662 - adalondrina@gmail.com

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Sobre comportamento

Como conversar com gente que só fala de si? É difícil ter que aturar alguém que te faz perguntas e te impede de responder, por quê não consegue escutar. Pessoas que menosprezam seus sentimentos, já que preferem insistir unicamente nas próprias vidas. Gente que faltou na aula de não interromper enquanto alguém fala, afinal, temos uma boca e dois ouvidos. Gente piegas, que faz questão de frisar seu sofrimento e sua angústia, que obviamente é maior do que a de todos nós. Gente cheia de si, que de tão cheia, não sobre espaço pra aprendizado algum. Gente que se acha grande mas não passa de um enorme e tedioso vazio.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Imóveis para universitários é nicho de mercado

Todo ano Londrina recebe um significativo número de estudantes que procuram imóveis para alugar

   Londrina considerada  uma cidade universitária, atrai estudantes de vários estados do Brasil. Quando chega o final do ano a procura por apartamentos e casas começam a ser maior na cidade. O movimento parece aumentar, mas a grande maioria está pesquisando os imóveis e seus valores.

   De dezembro até o meio de março, período em que saem os resultados dos vestibulares e dos aprovados nas mais variadas faculdades, o mercado se aquece com aumento na procura. Os jovens geralmente buscam por imóveis de um a três quartos, com preferência por apartamentos na região central. Nessa época, a demanda é grande e os locais se esgotam devido à grande procura, ocorrendo até mesmo a falta de imóveis para oferecer ao cliente. 

   A gerente de locação Lucilene Ferri da Imobiliária Nuvoli,  comenta que a maioria dos estudantes que Londrina recebe são das regiões do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul e ainda afirma ser comum a aceitação de pais como fiadores. “Não temos dificuldade no processo de locação para os estudantes, colocamos eles como locatários e aceitamos os pais como fiadores”, explica Lucilene.

   Ainda de acordo com Lucilene  mesmo com o preconceito enraizado aos jovens a respeito de barulhos e festas, uma conversa é suficiente para haver satisfação de ambos os lados e normalmente não acontecem problemas com os universitários.  

    É comum a preocupação do proprietário na devolução do imóvel e nas condições em que ele se encontra. A imobiliária tem como procedimento a vistoria de entrada e de saída, quando é necessária a realização de reparos, os quais são feitos sem nenhuma dificuldade.

    A Imobiliária Abílio Medeiros possui um menor número de imóveis já que há anos atrás, em seu ápice, chegou a possuir uma carteira de 1300 imóveis, o que resultou em diferentes situações e experiências, citadas pelo corretor Abílio Medeiros, atuante na área há mais de vinte anos.  “É um ramo competitivo, que necessita de um trabalho com honestidade e comunicação entre o inquilino, o proprietário e a própria imobiliária”, explica Abílio.

   Quando um universitário aluga um imóvel na Abílio Medeiros, eles optam pelos pais como fiadores, pois é uma maneira de evitar o abandono e desocupação, como explica  Abílio quando  diz  acontecer casos de estudantes que alugam imóveis para formarem uma  república e com a entrada de mais jovens, acontece deles se mudarem, muitas vezes anulando e interrompendo o contrato de locação.

   O ramo imobiliário é cíclico, apesar de fases com a maior procura e ocupação de imóveis. Sempre existirão outras pessoas desocupando e expandindo a possibilidade de escolha para quem procura alugar.

   Os estudantes que estão em busca de um local, devem ter fiadores, providenciar a documentação necessária para a locação e não deixar para última hora, correndo o risco de não encontrar o que desejam.

Novas mídias e a disseminação no jornalismo

   A partir de 1990 houve uma significativa popularização da internet, com conhecimento de milhares de usuários compartilhados em uma única rede. Sites de busca, blogs, e diversas mídias sociais vieram a ocupar e disputar lugar com a imprensa.

   Antes do advento da internet, a imprensa era o canal que ligava a população a informações de todos os tipos. Hoje cidadãos comuns participam da apuração de fatos e divulgam notícias, que nem sempre são confiáveis.

   Pierre Levy (1999, pg. 58) afirma que o ser humano é preguiçoso e gosta de ter acesso fácil a tudo o que precisa.
     “Na Internet existem dois tipos de navegantes: os que procuram uma informação específica, caçada e os que navegam interessados vagamente por um assunto, denominados de pilhagem, mas prontos a desviar a qualquer instante para links mais interessantes.” (LEVY, 1999, p.58)

   Seguindo a linha de raciocínio de Levy, os internautas que acessam e procuram por determinada informação normalmente investigam e não acreditam em tudo que lêem, enquanto o outro grupo vive navegando e buscando informações a todo custo, mesmo que essas não sejam verídicas.

  Em tempos de impresso, o leitor tinha um ritual de sentar de manhã antes de trabalhar, pegar o seu café e ter um tempo dedicado somente para ler as matérias do jornal local. Com o excesso de informações disponíveis na rede, o leitor de impresso acaba se adaptando ao computador, entrando e acessando diversos portais de notícias.

  Esses portais possuem plataformas multimídias que chamam a atenção, porém nelas existem diversos links, vídeos, chamadas, galerias, que incentivam o internauta a continuar clicando. Essa diversidade e quantidade de informações explicam um leitor que absorve conteúdo sem qualidade, já que é difícil prestar atenção em apenas uma coisa quando está on-line.

   A jornalista Pollyana Ferrari nomeia o conhecimento obtido pelo leitor do web jornalismo de pseudoconhecimento. Absorvido sem alguma participação efetiva, para ela os leitores recebem a informação sem grande comprometimento com a realidade.

    Apesar da facilidade, da instantaneidade que movimenta os veículos on-line e as diversas formas de informação, o jornal impresso ainda é a alternativa mais eficaz para adquirir informação confiável, que foi apurada nos tradicionais critérios jornalísticos. Para os profissionais de comunicação, é comum saber quando um veículo é confiável, quais blogs podem ser considerados como fonte de informação e não acreditar em tudo que vê.  

  Porém é comum que os leigos acreditem em tudo, como acontece em redes sociais. Hoje as pessoas ficam ligadas nas redes sociais e muitas vezes, sabem de de acontecimento (verdadeiros ou falsos) a partir delas. E esses acontecimentos são rapidamente compartilhados e disseminados na rede.

  No jornal impresso, todo conteúdo é planejado e adequado para ser divulgado em cada publicação, enquanto no webjornalismo, o volume é essencial para qualificar um site. Nessa geração de “quanto mais, melhor” tudo vira notícia, colocando em discussão se os critérios de noticiabilidade satisfazem os leitores. Compreendemos que é essencial no web a constante publicação, porém os conteúdos veiculados não devem ser pobres e irrelevantes.

       “A internet ainda está em gestação, a caminho de uma linguagem própria. Não podemos encará-la apenas como uma mídia que surgiu para viabilizar a convergência entre rádio, jornal e televisão. A internet é outra coisa, outra verdade e consequentemente uma outra mídia, muito ligada a tecnologia e com particularidades únicas.” (FERRARI, 2004, p. 45).

     As mídias online devem amadurecer e conquistar um padrão maior de credibilidade em relação ao jornalismo, sem ser comparada e utilizada para substituir outros meios, e sim complementá-los com informação de qualidade.




Vazio dói, incomoda.
É cíclico. Tristeza ocupa espaço, machuca e arranha. Muita tristeza acomoda. Ficar acomodada me deixa vazia, com a falta de algum sentimento que exista e ocupe espaço.
 "Tristeza não tem fim, felicidade sim".
Tempo, tempo, tempo...
É o mal criado que levanta e sai correndo de mim quando eu peço pra ele sentar, tomar uma dose de paciência e me deixar viver devagarinho, sem a pressa de deixar alguns momentos passar. 
Sem saber o que procuro, as vezes a única necessidade é encontrar.
Encontrar uma nova rua, com uma saída desconhecida que me leve ao imaginável. 
O imaginável que as vezes pode me fazer ficar, mesmo quando a vontade é de andar, a procura de outra rua e de outro sentido.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Presenteada em plena quarta-feira

Final de tarde no Lago João Júlio de Medeiros Neto e o sol sorrindo pra mim! Saudade eterna, paizinho... 

Olha, essas semanas têm sugado minhas energias de uma forma que a cada dia percebo mais o quanto devo ser forte. É uma grande e complexa mistura que envolve esgotamento físico, mental, cansaço das pessoas, da rotina, dos horários, obrigações e responsabilidades. O momento que é propício ter aquela baita vontade de jogar tudo pro alto e não se preocupar com mais nada. 

São dias que se arrastam lentamente e me deixam com vontade de pular essa etapa, de procurar algo novo, algo que seja para já, sem toda essa demora que sufoca. Demora que é envolvida por prazos e horários que tornam cada acordar mais difícil e parecem encurtar minhas horas de sono.

E essa mesmice que me persegue por dias, parece insistir e não dar uma folguinha, sem esquecer de lotar todos os minutos do meu dia de obrigações que tiram a graça e escondem o sorriso. Aí me pergunto, até quando será assim? Até quando posso permitir que os dias cinzentos me façam esquecer de ainda há tanto o que viver, tanto para amar?

Mesmo sabendo que depois da tempestade, há um lindo céu claro com o magnífico sol e todo o seu brilho irradiando sobre os nossos dias, as vezes parece  bem difícil enxergar além do que vemos, com fé que o amanhã em breve virá.

Mas hoje a fé resolveu aparecer pra mim. Apareceu no lindo momento que vi o sol radiante brilhando sobre as margens desse lago.
No momento em que eu imaginava seu lindo rosto, os raios de sol pareciam brilhar ainda mais, encantando e me emocionando ao pensar que eu via todo esse brilho ao olhar seus belíssimos olhos. 
Olhos azuis serenos, que iluminavam e me faziam imaginar a pureza de sua alma. Alma branca de aura luminosa que clareia minha vida e me presenteia nessa quarta-feira, fazendo com que eu esqueça de todas as dificuldades e barreiras que me impedem de corajosamente, continuar.

Eu te amo, meu paizinho.


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Mais do que especiais

Nessa terça-feira, 05 de novembro, estou de passagem no terminal central de Londrina, próximo ao meio dia. Correria define meus últimos dias, minhas reclamações e lamúrias e queria eu, ter um tempo pra namorar assim como eles...

Eles que tiraram de mim o meu estresse e até me fizeram esquecer da correria agonizante que passo todos os dias quando vou do estágio ao trabalho, sem ter tempo de tomar água ou acender um cigarro.
Enfim, eles eram um casalzinho. Coloco o sufixo no diminutivo por possuírem apenas uns 10-12 anos.

Eu cheguei afobada, com pressa e desespero pra pegar aquele ônibus, esperando que houvesse algum lugar em que pudesse sentar. Nada mais me importava naquele momento, eu só sentia a pressa e o sol do meio dia me deixando ainda mais acelerada.

Voltando ao jovem casal, era muita pele, muito contato físico e sem pausas. Parecia que eles não precisavam parar para respirar, nem trocar nenhuma palavra. Os corpos se uniam e se bastavam. 
Eu observava e sem perceber, sorria. Até tentei disfarçar os sorrisos, para que as pessoas ao meu lado não reparassem que quem reparava era eu.

Os dois pombinhos vestiam uma camiseta de escola cor amarela gema e eu, tentava decifrar o que ali estava escrito. Era o nome da escola, li APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e não consegui mais disfarçar meus sorrisos. Na verdade, parei de me conter. Tudo agora estava mais lindo e profundo. Era uma casal mais do que especial, os jovenzinhos fazem parte de um grupo que aparentemente, vivem mais do que muitos, mais do que eu. Apesar das limitações e restrições (que muitas vezes são impostas pela sociedade), eles estavam aproveitando o momento, parando o tempo e me fazendo esquecer dos meus compromissos e do meu constante desespero e ansiedade.

Fiquei a admirar e perdi os minutos. Minutos que não me fizeram falta enquanto eles se enlaçavam em sinceros abraços e beijos puros. As vezes tudo o que precisamos é de mais atenção, atenção ao que há de especial ao nosso redor.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Assédio sexual tem repercussão nacional

Recente campanha coloca em questão qual o limite entre o assédio e a violência sexual


Foto: Divulgação

No mês de setembro foi divulgada uma campanha contra o assédio sexual conhecida como "Chega de Fiu-Fiu". O conteúdo apresentou grande repercussão em variados veículos, contendo relatos de mulheres de diferentes faixas etárias sobre a abordagem dos homens nas ruas e suas reações. Medo, susto, indignação, desespero e raiva são alguns dos sentimentos dessas vítimas.

Um recente caso de assédio aconteceu na primeira semana de outubro, em que o Brasil se chocou com o relato de uma jovem do Rio de Janeiro. Segundo informações do G1, Anne Melo, 20 anos, foi detida ao xingar um policial militar que a chamou de gostosa. A jovem conta que se revoltou e respondeu à abordagem e que vários moradores do Bairro de Fátima assistiram à cena e se indignaram com as atitudes dos policiais. Enquanto isso, a moça era levada à delegacia dentro do camburão, injustamente. O vídeo pode ser assistido na internet através do link: http://www.youtube.com/watch?v=AL4rZCutWaI

O assédio é um ato perturbador, que desmoraliza a mulher, causando medo, raiva, desespero e deixando-as sem saber como reagir. Infelizmente, não existe uma lei que puna o ofensor. Enquanto isso, várias pessoas do sexo feminino passam por situações traumatizantes, sem ter para onde recorrer e buscar ajuda.

A Secretaria da Mulher de Londrina oferece o serviço público do Centro de Referência e Atendimento à Mulher (CAM). As mulheres que buscam o CAM recebem um atendimento e quando existe violência física são urgentemente encaminhadas à Maternidade Municipal Lucila Balallai através do serviço da Secretária da Saúde conhecido como Programa Rosa Viva.

“As violências de cunho sexual passam pela parte psicológica e não recebemos denúncias de assédio. O que chega até nós são as denúncias de violência física, sexual, psicológica e patrimonial” informa Patricia Raboni, gerente de apoio à mulher no CAM.

Com os freqüentes casos de assédio, a vice diretora da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e também da Comissão Mulher Advogada da OAB, Vânia Queiroz afirma que a mulher está sendo desvalorizada com as atuais propagandas com excesso de exposição do sexo feminino. Músicas, comerciais e roupas insinuantes fazem com que homens ignorantes sintam-se no direito de assediar e perder o respeito com as mulheres.

A coordenadora da Comissão de Estudos sobre violência contra a Mulher no Paraná na OAB , Dra. Sandra Lia, conta que ela mesma evita passar na frente de uma construção no bairro Santa Felicidade de Curitiba, para evitar constrangimentos. Sandra, que é engajada em lutas femininas e no direito da mulher, afirma que ainda não foi encontrado nenhum projeto estadual em relação ao tema.

A dimensão dos assédios é tão grande que reflete no dia a dia de muitas mulheres, em todos os lugares. Não são poucas que deixam de ir a certos destinos, para evitar situações, cruzam caminhos diferentes e também pensam na escolha da roupa antes de sair para evitar aborrecimentos. 

Esses acontecimentos colocam em pauta o direito da mulher, qual o limite entre a violência e o assédio? Para onde a mulher tem que recorrer em casos do tipo e qual a liberdade do homem em relação à classe feminina.


Relatos de mulheres que sofreram com o assédio
Segue alguns depoimentos de moças da cidade de Londrina que sofreram situações de assédio que levaram ao medo, desespero e até ao trauma

Andressa Gongora: 23 anos, estudante de Relações Públicas

“Passei por dois acontecimentos recentemente que me deixaram quieta, intimidada e hoje com medo e incrédula na polícia brasileira.” Andressa conta que indo para a academia, com roupa de ginástica, foi assediada por um carro com quatro policiais perto da Avenida Higienópolis, às 16 horas. Segundo a estudante de relações públicas, os policiais estavam com a arma para fora do carro e gritavam “gostosa” e também “ai, se eu te pego”.

 A outra ocasião, também no período da tarde, a jovem passou na frente do Batalhão da Avenida Santos Dumond, onde novamente foi assediada e desrespeitada. Para Andressa, hoje fica difícil acreditar nos policiais.

Bruna Lombardi: 20 anos, estudante de História

“Quando eu tinha uns 9 anos, eu tava descendo pra casa da minha avó que era umas 4 quadras pra baixo da minha, e parou um fusca do meu lado com um cara pedindo informação, eu, ingenuamente, fui. O indivíduo  estava sem roupas, expondo o pênis e fortemente me puxou pela janela para dentro do carro. Lembro que foi chamado a policia, foi feito a queixa, mas não encontraram o homem e ficou por isso.”

Bruna confessa que ficou desesperada, que ainda era uma menina e nada entendia a respeito. A partir de então, começou a questionar o sexo e ter dúvidas que antes não a incomodavam.

D. :21 anos, estudante de Psicologia

Ela lembra até o dia, 12 de janeiro de 2011. E conta detalhadamente o episódio em que até hoje a traumatiza.
“Era noite, eu estava dentro de um ônibus de Campinas voltando para Londrina. Um policial veio do meu lado e perguntou se poderia sentar ali, eu disse que sim. Ele puxou assunto comigo, por mais de uma hora e começou a elogiar meu corpo. Falava que era professor de educação física e me apalpava, passando a mão por de baixo de minha roupa. Fingia que ia me algemar, pegava minha mão e me obrigava a colocar de baixo de sua farda, dizendo que era para eu pegar em sua pistola. Ele percebeu que eu estava assustada e em choque e ele se aproveitou e ainda me ameaçou a não gritar e não falar nada, pois ele tinha uma arma. Consenti e fiquei quieta.”
Segundo D. seus pais foram fazer a denúncia e ela teve medo de ir junto. Medo de ser encontrada, raiva dos policiais e mal estar em se humilhar contando o que aconteceu com ela para um oficial.
A vítima ainda conta que nunca ninguém o encontrou porque policiais de estrada não mostram passagem para entrar no ônibus.

Marcela Nardo: 23 anos, fisioterapeuta

“Com 12 anos eu fui ao mercadinho do lado de casa e um homem me seguiu de carro, me chamando. Eu fingia não escutar e continuava andando. Ele parou do meu lado para pedir informação, perguntando qual era o nome daquela rua. Eu respondi, apontei a placa na esquina e ele pediu pra eu chegar mais perto, perguntando se eu já tinha visto aquilo. O homem colocou o órgão sexual para fora e tentou me puxar para perto do carro, eu me afastei e sai desesperada”.

Marcela conta que o porteiro de seu prédio afirmou já ter visto o tal homem na região, rondando e assediando meninas na rua.

A fisioterapeuta relembra com raiva outra situação em que um homem a seguia na rua. Assustada ela atravessou e ele foi correndo atrás dela para depois, se aproximar e apertar os seus seios. A reação de Marcela foi dar um soco no estômago do homem, o que o deixou assustado e o fez sair embora correndo.