E mesmo com essa minha constante mania de transbordar, eu só conseguia rir da situação. Rir do que por um momento fui, do quanto eu me entreguei velozmente em troca de nada... E também de como a minha imaginação foi longe ao imaginar que eu e você a qualquer momento seríamos "nós".
A aceitação foi natural, tanto que não tive nenhuma necessidade de criar uma grande cena para expor o quanto eu me frustrei com a sua falta no meio dos meus excessos. E assim, tudo simplesmente aconteceu no momento certo, sem que eu sentisse que precisássemos de uma despedida ou delinear um ponto final entre o que - somente eu - um dia pensou em chamar de "nós".
E quando a solidão partiu de nós, pude descansar os olhos e dizer: enfim, sós.

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