O que mais vejo são pessoas jogando tudo para o alto e perdendo a educação ao ouvir um não, e até falando na linguagem mais clara: excluindo as pessoas de uma rede social por não saber como argumentar com uma opinião divergente da sua.
Afinal, o botão conhecido como "Desfazer amizade"
está ali implorando para ser clicado, já que descartar uma pessoa que falou
algo que você não esperava escutar é muito mais cômodo do que ter uma discussão
amigável e pautada pelo respeito, não é mesmo?
NÃO! Isso está imensamente errado. É nessa onda de curto e deixo de curtir que muitas vezes não paramos para refletir o quanto nós
banalizamos as nossas relações. Em questão de segundos já descartamos uma
pessoa de nossas vidas, e com as atuais possibilidades de comunicação e expansão
da rede de contatos, rapidamente substituímos aquele -1 amigo por +1 que
renderá mais likes e menos "aborrecimentos".
A internet tem sido uma fabulosa droga para nos afastar de
pessoas importantes, deixando a impressão que continuamos próximos e conectados.
Aliás, estamos sempre curtindo as fotos, fazendo comentários afirmativos nas
publicações e compartilhando conteúdo que sejam compatíveis ao nosso interesse. O
problema é que a ágil velocidade dessa interação permite que - com uma forte dose de superficialidade - saibamos um pouco
de tudo, e deixamos de lado aquela horinha insubstituível para tomar um café com
o melhor amigo unicamente para jogar conversa fora.
E onde entra o amor no meio dessa conectividade toda,
Georgia?
Navegando pelo meu feed de notícias eu percebo que as mesmas
pessoas que tanto estimam viver um grande amor são aquelas que fazem textão pregando o que acham certo e não possuem
a maturidade emocional e diplomacia para conduzir uma discussão saudável ao
receber um comentário que vá além de likes e emojis demonstrando concordância
com a opinião exposta. Dupla ilusão.
Essa geração que tanto insiste em reciclar amigos é a mesma
que parece cultuar o idealismo por um sentimento tão nobre e efêmero (A.M.O.R),
enquanto não sabem dispor de um mínimo de empatia ao próximo. Sonhar com um
grande amor pode ser muito bom, mas primeiramente, para amar outra pessoa
devemos praticar a compreensão e precisamos enxergar além do que nós vemos. Não
esqueça: somos todos diferentes! Desde a nossa criação, nossos hábitos
familiares, nossa cultura e religião, somos experiências vividas... O que nos
torna naturalmente predispostos a enxergar o mundo e situações de diferentes
perspectivas. Ainda bem!
E então eu me pergunto: Como pode existir amor sem
tolerância?
E o que deveria ser visto como um ponto positivo para o
placar de qualquer relação, é carregado como um peso. Imagina como seria se
todos nós estivéssemos passado pelas mesmas experiências, se possuíssemos as
mesmas limitações e os mesmos costumes... Não seria extremamente mais complexo auxiliarmos uns aos outros em um momento difícil?
Com outra perspectiva podemos apontar para os outros algum detalhe que passaram despercebidos e ajudamos de forma natural e sem grande esforço. Como seria o aprendizado em uma relação afetiva com um parceiro que compartilha apenas dos mesmos gostos que os nossos, que aceita tudo o que dizemos sem questionarmos e que não soma, apenas iguala?
Com outra perspectiva podemos apontar para os outros algum detalhe que passaram despercebidos e ajudamos de forma natural e sem grande esforço. Como seria o aprendizado em uma relação afetiva com um parceiro que compartilha apenas dos mesmos gostos que os nossos, que aceita tudo o que dizemos sem questionarmos e que não soma, apenas iguala?
Acredito que seria no mínimo tedioso. As diferenças são
bem-vindas e pedem, por gentileza, que sejam tratadas com respeito e
compreensão. E o amor.... Ah, o amor é um sentimento tão leve, que não pesa e
proporciona imensa paz! Não cabe a mim aceitar que ele venha de uma pessoa
intolerante, que julga, ataca e nem ao menos tenta exercitar o ato de perdão ao próximo. Como alguém que vive imerso em uma bolha chamada orgulho pode conseguir
fazer o bem a outro, sem se colocar em primeiro lugar?
A cada concessão quando se faz pertinente;
A cada colo oferecido - mesmo que também precisamos de um
ombro para chorar;
Em uma pedida de desculpa quando o orgulho já distanciou um
do outro;
Quando o tempo é de qualidade e permite que estejam
inteiramente focados apenas na presença um do outro;
Quando você acredita nos sonhos de outra pessoa, mesmo que
eles não sejam os mesmos que os seus;
Quando você aceita que para serem completos, basta unir as
diferenças e celebrarem as diversidades que fazem do todo um só!

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