quinta-feira, 18 de julho de 2013

Centro de Integração a Mulher acompanha demanda comercial da zona leste

A região leste, antes esquecida, ganha comercialmente com novo shopping e está prestes a inaugurar um Centro de Integração a Mulher.

  A constante agitação no comércio da zona leste após a inauguração do Boulevard Londrina Shopping com a futura instalação da Casa da Mulher. Um projeto arquitetônico de um novo Centro de Integração a Mulher na região está sendo realizado, e segundo a Secretária Municipal de Política para Mulheres, Sonia Medeiros. A proposta foi entregue ao prefeito Alexandre Kireeff. O projeto foi analisado e de acordo com a gerente de ação formativa, Sonia Maria Uilian, responsável pelo Centro, o espaço vai possuir uma biblioteca, um auditório com maior facilidade para receber à comunidade, no local da antiga casa, na Rua Mário Bonalumi, 633.
  As novidades com o novo shopping, revitalização do Marco Zero e construção da Casa da Mulher na região muda o cotidiano de alguns moradores. O sociólogo Eric De Mari que mora no Jardim Antares é um deles. “O shopping é a ponta de um grande iceberg, com a capacidade de modificar o comércio, o fluxo de pessoas e o trânsito de uma região”, ressalta, acreditando que a urbanização e a brusca alteração da natureza é um fator preocupante.
 A cabeleireira Andrea Tashima, moradora há mais de 30 anos do Jardim Interlagos, nota um generoso aumento do policiamento local e rondas agora são frequentes. Para ela, é possível ir a pé de sua casa ao shopping, tranquilamente. Com seu salão de beleza na zona leste, Andréa afirma que as oportunidades com a instalação da Casa da Mulher, devem ser encaradas pelas moradoras como um primeiro passo para uma perspectiva de vida melhor. “Temos comunidades carentes no Jardim Santa Fé, Monte Cristo e também o Morro do Carrapato e com a chegada do shopping, principalmente, a Casa da Mulher, esperamos que elas possam usufruir dos cursos e oficinas a fim de crescerem pessoal e profissionalmente" explica a proprietária do salão.
 No conjunto Vicente Palotti, próximo a Avenida São João, encontra-se a Casa da Mulher - Centro de Formação e Ações Integradas, local destinado a informar, capacitar e inserir as participantes no mercado através de cursos e oficinas. Nanci Kemmer de Moraes diretora da comissão da mulher explica “A Casa é divulgada em suas proximidades e pela internet, desejamos que as mulheres saibam dos cursos que são abertos ao público”.
A responsável pela Casa da Mulher, Sonia Uilian diz que o espaço possui cursos que são compatíveis a trabalhos realizados no Shopping, existe o interesse de aplicar nas oficinas os cursos que a atual demanda procura.
 A psicóloga responsável pela Casa da Mulher na região Leste Lisnéia Rampazzo, reclama do foco da cidade no centro e na zona norte e sul, impossibilitando um maior crescimento e valorização de outras áreas. Lisnéia conta que “Antigamente, para pegar um táxi eu esperava de 30 a 40 minutos. Hoje há o ponto no Marco Zero e essa espera reduziu para 15.”
Com esse empreendimento, são notórias as mudanças regionais e o atual crescimento dessa área. Conseqüente postos de trabalhos gerados direta e indiretamente modificam a vida e a estrutura de muitos que participam da comunidade.


As professoras orientam suas alunas do curso para a instrução à preparação de alimentos na Casa da Mulher, local que realiza oficinas de segunda à sexta. 




Entre cortes e retalhos, a professora e costureira lidera o curso de patch aplique. As oficinas possibilitam a maior interação no mercado de trabalho às mulheres que frequentam o local.


CASA DA MULHER:
Endereço: Av. Maximo Peres Garcia 340 - Conj. Vicente Palotti
Horário de atendimento: segunda à sexta-feira, das 12h00 às 18h00.
Telefone: (43) 3339-1233.



Eu to precisando de mim!

Hoje me deu saudades,

Saudades de mim mesma, dos meus gostos, hobbies, manias, do tempo que eu ficava sozinha.
É triste perceber que estou acostumada e programada a escrever, falar e me expressar sobre diversos temas, assuntos e acontecimentos e não tenho mais sequer um mísero espaço e uma pitada de segurança pra falar do que sinto.
Se há espaço, falta tolerância, compreensão e alguma alma que há mim seja semelhante. Para me fazer sentir em casa, explicar meus erros e acertos. Sem julgamentos, sem mágoas, sem compromisso e com um pouco de irresponsabilidade.
Essa alma que faz falta, é a minha parte livre e perambulante que tive que trancar em um quartinho em que hoje vive sufocada. A parte que pede atenção, carinho e algumas horas de sobra, as quais nunca tenho pra me oferecer. 
Os minutos que me sobra são de transição entre uma responsabilidade e outra. Infelizmente não sou uma pessoa que troca minhas 5/6 horas diárias de sono pra contemplar a beleza de outras coisas. Ainda preciso da cama, que meia noite me engole e cruelmente dá um pé na minha bunda as 6:30h e agride meu humor matinal quando diz: "Levanta, vai trabalhar que você precisa."
Posso dizer que estou cansada, sem parecer piegas ou reclamona?
Estou cansada de sempre viver em um ciclo de responsabilidades, que mesmo com as mudanças de um lugar a outro, impedem de ter umas horinhas egoístas. 
As vezes apenas pra eu refrescar meu coraçãozinho, como é bom poder escutar os chamados dele e conseguir priorizar algum sentimento, necessidade e prazer que lá dentro grita e pede socorro.
Ar fresco e um passeio sozinha, sem destino nem hora pra voltar, apenas pra eu curtir a minha companhia e deixar meus pés seguirem livremente. Gosto de rir de mim mesma, quero cultivar isso, entende? Não quero perder a minha harmonia, não quero viver ansiosamente e desesperadamente cumprindo regras e formalidades, sem alimentar a minha parte que me faz viva.
Não acredito na felicidade, 
a felicidade acaba, tem minutos contados e nem todos a encontram nas mesmas coisas e lugares. 
Eu quero possuir momentos de alegria, momentos que sejam intensos e plenos e que isso basta!
Pra um ser humano egoísta, basta que eu encontre alegria em um tempo pra mim mesma, sem me sentir obrigada a me preocupar com outras urgências.
 Quando utilizo meu blog, é por ser o jeito de não perder as palavras de perto de mim... como sempre faço quando utilizo bloquinhos e papéis soltos dentro de agendas lotadas de compromissos e tarefas. A minha maneira de me sentir bem e próxima do que sou, um rápido atendimento e um curativo aos meus gritantes anseios.
Se pareço egoísta, aceito a condição de estar sujeita a erros e a viver em torno do próprio umbigo.
Aceito que pense de tal maneira, mas não que tal maneira me faça ser.
É um momento, apenas...
Um momento que pede pra não ser sufocado, que precisa sair e mostrar a cara, sem ser esquecido como os outros que eu resolvi esconder.