quinta-feira, 18 de julho de 2013

Eu to precisando de mim!

Hoje me deu saudades,

Saudades de mim mesma, dos meus gostos, hobbies, manias, do tempo que eu ficava sozinha.
É triste perceber que estou acostumada e programada a escrever, falar e me expressar sobre diversos temas, assuntos e acontecimentos e não tenho mais sequer um mísero espaço e uma pitada de segurança pra falar do que sinto.
Se há espaço, falta tolerância, compreensão e alguma alma que há mim seja semelhante. Para me fazer sentir em casa, explicar meus erros e acertos. Sem julgamentos, sem mágoas, sem compromisso e com um pouco de irresponsabilidade.
Essa alma que faz falta, é a minha parte livre e perambulante que tive que trancar em um quartinho em que hoje vive sufocada. A parte que pede atenção, carinho e algumas horas de sobra, as quais nunca tenho pra me oferecer. 
Os minutos que me sobra são de transição entre uma responsabilidade e outra. Infelizmente não sou uma pessoa que troca minhas 5/6 horas diárias de sono pra contemplar a beleza de outras coisas. Ainda preciso da cama, que meia noite me engole e cruelmente dá um pé na minha bunda as 6:30h e agride meu humor matinal quando diz: "Levanta, vai trabalhar que você precisa."
Posso dizer que estou cansada, sem parecer piegas ou reclamona?
Estou cansada de sempre viver em um ciclo de responsabilidades, que mesmo com as mudanças de um lugar a outro, impedem de ter umas horinhas egoístas. 
As vezes apenas pra eu refrescar meu coraçãozinho, como é bom poder escutar os chamados dele e conseguir priorizar algum sentimento, necessidade e prazer que lá dentro grita e pede socorro.
Ar fresco e um passeio sozinha, sem destino nem hora pra voltar, apenas pra eu curtir a minha companhia e deixar meus pés seguirem livremente. Gosto de rir de mim mesma, quero cultivar isso, entende? Não quero perder a minha harmonia, não quero viver ansiosamente e desesperadamente cumprindo regras e formalidades, sem alimentar a minha parte que me faz viva.
Não acredito na felicidade, 
a felicidade acaba, tem minutos contados e nem todos a encontram nas mesmas coisas e lugares. 
Eu quero possuir momentos de alegria, momentos que sejam intensos e plenos e que isso basta!
Pra um ser humano egoísta, basta que eu encontre alegria em um tempo pra mim mesma, sem me sentir obrigada a me preocupar com outras urgências.
 Quando utilizo meu blog, é por ser o jeito de não perder as palavras de perto de mim... como sempre faço quando utilizo bloquinhos e papéis soltos dentro de agendas lotadas de compromissos e tarefas. A minha maneira de me sentir bem e próxima do que sou, um rápido atendimento e um curativo aos meus gritantes anseios.
Se pareço egoísta, aceito a condição de estar sujeita a erros e a viver em torno do próprio umbigo.
Aceito que pense de tal maneira, mas não que tal maneira me faça ser.
É um momento, apenas...
Um momento que pede pra não ser sufocado, que precisa sair e mostrar a cara, sem ser esquecido como os outros que eu resolvi esconder.


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