quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Presenteada em plena quarta-feira

Final de tarde no Lago João Júlio de Medeiros Neto e o sol sorrindo pra mim! Saudade eterna, paizinho... 

Olha, essas semanas têm sugado minhas energias de uma forma que a cada dia percebo mais o quanto devo ser forte. É uma grande e complexa mistura que envolve esgotamento físico, mental, cansaço das pessoas, da rotina, dos horários, obrigações e responsabilidades. O momento que é propício ter aquela baita vontade de jogar tudo pro alto e não se preocupar com mais nada. 

São dias que se arrastam lentamente e me deixam com vontade de pular essa etapa, de procurar algo novo, algo que seja para já, sem toda essa demora que sufoca. Demora que é envolvida por prazos e horários que tornam cada acordar mais difícil e parecem encurtar minhas horas de sono.

E essa mesmice que me persegue por dias, parece insistir e não dar uma folguinha, sem esquecer de lotar todos os minutos do meu dia de obrigações que tiram a graça e escondem o sorriso. Aí me pergunto, até quando será assim? Até quando posso permitir que os dias cinzentos me façam esquecer de ainda há tanto o que viver, tanto para amar?

Mesmo sabendo que depois da tempestade, há um lindo céu claro com o magnífico sol e todo o seu brilho irradiando sobre os nossos dias, as vezes parece  bem difícil enxergar além do que vemos, com fé que o amanhã em breve virá.

Mas hoje a fé resolveu aparecer pra mim. Apareceu no lindo momento que vi o sol radiante brilhando sobre as margens desse lago.
No momento em que eu imaginava seu lindo rosto, os raios de sol pareciam brilhar ainda mais, encantando e me emocionando ao pensar que eu via todo esse brilho ao olhar seus belíssimos olhos. 
Olhos azuis serenos, que iluminavam e me faziam imaginar a pureza de sua alma. Alma branca de aura luminosa que clareia minha vida e me presenteia nessa quarta-feira, fazendo com que eu esqueça de todas as dificuldades e barreiras que me impedem de corajosamente, continuar.

Eu te amo, meu paizinho.


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Mais do que especiais

Nessa terça-feira, 05 de novembro, estou de passagem no terminal central de Londrina, próximo ao meio dia. Correria define meus últimos dias, minhas reclamações e lamúrias e queria eu, ter um tempo pra namorar assim como eles...

Eles que tiraram de mim o meu estresse e até me fizeram esquecer da correria agonizante que passo todos os dias quando vou do estágio ao trabalho, sem ter tempo de tomar água ou acender um cigarro.
Enfim, eles eram um casalzinho. Coloco o sufixo no diminutivo por possuírem apenas uns 10-12 anos.

Eu cheguei afobada, com pressa e desespero pra pegar aquele ônibus, esperando que houvesse algum lugar em que pudesse sentar. Nada mais me importava naquele momento, eu só sentia a pressa e o sol do meio dia me deixando ainda mais acelerada.

Voltando ao jovem casal, era muita pele, muito contato físico e sem pausas. Parecia que eles não precisavam parar para respirar, nem trocar nenhuma palavra. Os corpos se uniam e se bastavam. 
Eu observava e sem perceber, sorria. Até tentei disfarçar os sorrisos, para que as pessoas ao meu lado não reparassem que quem reparava era eu.

Os dois pombinhos vestiam uma camiseta de escola cor amarela gema e eu, tentava decifrar o que ali estava escrito. Era o nome da escola, li APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e não consegui mais disfarçar meus sorrisos. Na verdade, parei de me conter. Tudo agora estava mais lindo e profundo. Era uma casal mais do que especial, os jovenzinhos fazem parte de um grupo que aparentemente, vivem mais do que muitos, mais do que eu. Apesar das limitações e restrições (que muitas vezes são impostas pela sociedade), eles estavam aproveitando o momento, parando o tempo e me fazendo esquecer dos meus compromissos e do meu constante desespero e ansiedade.

Fiquei a admirar e perdi os minutos. Minutos que não me fizeram falta enquanto eles se enlaçavam em sinceros abraços e beijos puros. As vezes tudo o que precisamos é de mais atenção, atenção ao que há de especial ao nosso redor.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Assédio sexual tem repercussão nacional

Recente campanha coloca em questão qual o limite entre o assédio e a violência sexual


Foto: Divulgação

No mês de setembro foi divulgada uma campanha contra o assédio sexual conhecida como "Chega de Fiu-Fiu". O conteúdo apresentou grande repercussão em variados veículos, contendo relatos de mulheres de diferentes faixas etárias sobre a abordagem dos homens nas ruas e suas reações. Medo, susto, indignação, desespero e raiva são alguns dos sentimentos dessas vítimas.

Um recente caso de assédio aconteceu na primeira semana de outubro, em que o Brasil se chocou com o relato de uma jovem do Rio de Janeiro. Segundo informações do G1, Anne Melo, 20 anos, foi detida ao xingar um policial militar que a chamou de gostosa. A jovem conta que se revoltou e respondeu à abordagem e que vários moradores do Bairro de Fátima assistiram à cena e se indignaram com as atitudes dos policiais. Enquanto isso, a moça era levada à delegacia dentro do camburão, injustamente. O vídeo pode ser assistido na internet através do link: http://www.youtube.com/watch?v=AL4rZCutWaI

O assédio é um ato perturbador, que desmoraliza a mulher, causando medo, raiva, desespero e deixando-as sem saber como reagir. Infelizmente, não existe uma lei que puna o ofensor. Enquanto isso, várias pessoas do sexo feminino passam por situações traumatizantes, sem ter para onde recorrer e buscar ajuda.

A Secretaria da Mulher de Londrina oferece o serviço público do Centro de Referência e Atendimento à Mulher (CAM). As mulheres que buscam o CAM recebem um atendimento e quando existe violência física são urgentemente encaminhadas à Maternidade Municipal Lucila Balallai através do serviço da Secretária da Saúde conhecido como Programa Rosa Viva.

“As violências de cunho sexual passam pela parte psicológica e não recebemos denúncias de assédio. O que chega até nós são as denúncias de violência física, sexual, psicológica e patrimonial” informa Patricia Raboni, gerente de apoio à mulher no CAM.

Com os freqüentes casos de assédio, a vice diretora da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e também da Comissão Mulher Advogada da OAB, Vânia Queiroz afirma que a mulher está sendo desvalorizada com as atuais propagandas com excesso de exposição do sexo feminino. Músicas, comerciais e roupas insinuantes fazem com que homens ignorantes sintam-se no direito de assediar e perder o respeito com as mulheres.

A coordenadora da Comissão de Estudos sobre violência contra a Mulher no Paraná na OAB , Dra. Sandra Lia, conta que ela mesma evita passar na frente de uma construção no bairro Santa Felicidade de Curitiba, para evitar constrangimentos. Sandra, que é engajada em lutas femininas e no direito da mulher, afirma que ainda não foi encontrado nenhum projeto estadual em relação ao tema.

A dimensão dos assédios é tão grande que reflete no dia a dia de muitas mulheres, em todos os lugares. Não são poucas que deixam de ir a certos destinos, para evitar situações, cruzam caminhos diferentes e também pensam na escolha da roupa antes de sair para evitar aborrecimentos. 

Esses acontecimentos colocam em pauta o direito da mulher, qual o limite entre a violência e o assédio? Para onde a mulher tem que recorrer em casos do tipo e qual a liberdade do homem em relação à classe feminina.


Relatos de mulheres que sofreram com o assédio
Segue alguns depoimentos de moças da cidade de Londrina que sofreram situações de assédio que levaram ao medo, desespero e até ao trauma

Andressa Gongora: 23 anos, estudante de Relações Públicas

“Passei por dois acontecimentos recentemente que me deixaram quieta, intimidada e hoje com medo e incrédula na polícia brasileira.” Andressa conta que indo para a academia, com roupa de ginástica, foi assediada por um carro com quatro policiais perto da Avenida Higienópolis, às 16 horas. Segundo a estudante de relações públicas, os policiais estavam com a arma para fora do carro e gritavam “gostosa” e também “ai, se eu te pego”.

 A outra ocasião, também no período da tarde, a jovem passou na frente do Batalhão da Avenida Santos Dumond, onde novamente foi assediada e desrespeitada. Para Andressa, hoje fica difícil acreditar nos policiais.

Bruna Lombardi: 20 anos, estudante de História

“Quando eu tinha uns 9 anos, eu tava descendo pra casa da minha avó que era umas 4 quadras pra baixo da minha, e parou um fusca do meu lado com um cara pedindo informação, eu, ingenuamente, fui. O indivíduo  estava sem roupas, expondo o pênis e fortemente me puxou pela janela para dentro do carro. Lembro que foi chamado a policia, foi feito a queixa, mas não encontraram o homem e ficou por isso.”

Bruna confessa que ficou desesperada, que ainda era uma menina e nada entendia a respeito. A partir de então, começou a questionar o sexo e ter dúvidas que antes não a incomodavam.

D. :21 anos, estudante de Psicologia

Ela lembra até o dia, 12 de janeiro de 2011. E conta detalhadamente o episódio em que até hoje a traumatiza.
“Era noite, eu estava dentro de um ônibus de Campinas voltando para Londrina. Um policial veio do meu lado e perguntou se poderia sentar ali, eu disse que sim. Ele puxou assunto comigo, por mais de uma hora e começou a elogiar meu corpo. Falava que era professor de educação física e me apalpava, passando a mão por de baixo de minha roupa. Fingia que ia me algemar, pegava minha mão e me obrigava a colocar de baixo de sua farda, dizendo que era para eu pegar em sua pistola. Ele percebeu que eu estava assustada e em choque e ele se aproveitou e ainda me ameaçou a não gritar e não falar nada, pois ele tinha uma arma. Consenti e fiquei quieta.”
Segundo D. seus pais foram fazer a denúncia e ela teve medo de ir junto. Medo de ser encontrada, raiva dos policiais e mal estar em se humilhar contando o que aconteceu com ela para um oficial.
A vítima ainda conta que nunca ninguém o encontrou porque policiais de estrada não mostram passagem para entrar no ônibus.

Marcela Nardo: 23 anos, fisioterapeuta

“Com 12 anos eu fui ao mercadinho do lado de casa e um homem me seguiu de carro, me chamando. Eu fingia não escutar e continuava andando. Ele parou do meu lado para pedir informação, perguntando qual era o nome daquela rua. Eu respondi, apontei a placa na esquina e ele pediu pra eu chegar mais perto, perguntando se eu já tinha visto aquilo. O homem colocou o órgão sexual para fora e tentou me puxar para perto do carro, eu me afastei e sai desesperada”.

Marcela conta que o porteiro de seu prédio afirmou já ter visto o tal homem na região, rondando e assediando meninas na rua.

A fisioterapeuta relembra com raiva outra situação em que um homem a seguia na rua. Assustada ela atravessou e ele foi correndo atrás dela para depois, se aproximar e apertar os seus seios. A reação de Marcela foi dar um soco no estômago do homem, o que o deixou assustado e o fez sair embora correndo.



Karen Debértolis mistura poesia e música


A poetisa, jornalista e professora de Jornalismo buscou inspiração em Murray Schaefler, compositor, escritor e músico canadense

Karen Debértolis em show de poesia e música. Foto: Fernanda Magalhães.

Em um bate-papo com a poetisa, jornalista e professora do curso de Jornalismo da Universidade Norte do Paraná (Unopar) Karen Debértolis, nota-se um grande amor pela literatura. A escritora sempre cultivou o hábito pela leitura e, desde cedo, gostou de escrever. Escolheu estudar Jornalismo pela precisão e objetividade, em vez do aprendizado e metodologia do curso de Letras. 

O ano de 2007 marca uma nova jornada nos trabalhos da jornalista. Ela recebeu um convite do cantor e produtor musical londrinense Bruno Morais para transformar seus textos e poesias em músicas. A partir de então, Karen mostra seus textos à banda, que a acompanha e apresenta uma proposta musical à escritora. Mesmo sendo uma apreciadora da música, Karen afirma não possuir conhecimento de teoria musical.

Segundo ela, a musicalização da literatura é uma área que hoje cresce bastante, sendo muito explorada e recebendo maior suporte e divulgação. Para Karen, o jornalismo pode ser aproveitado como meio para a propagação da literatura, caminhando juntos e um contribuindo ao outro. 

Atualmente trabalho com um grupo, o Coletivo. Apresento-lhes um texto e, depois, vem a proposta. Nosso trabalho se baseia também na teoria de Laurie Anderson sobre as ‘spoken words’ – palavras que falam’. A música dá ainda mais voz à mensagem que tento passar com a poesia”, declara. 

Karen cita Murray Schaefler, compositor, escritor e músico canadense, seu grande inspirador. “Me inspirei muito no Schaefler e na sua teoria do ouvinte pensante. Acredito que essa área esteja crescendo, sendo bastante experimentada. Buscamos reviver a arte que começou com os trovadores.”

Entenda a importância da organização interna


 Estudantes de jornalismo participam de palestra com psicóloga que aborda como funciona a área de recursos humanos e comunicação interna em uma empresa

  Os alunos do 4° e 6° período de Comunicação Social - Jornalismo receberam a visita da psicóloga Ester Falashi na Unopar na quarta-feira, 02. A convite do professor Muriel Amaral, da disciplina Comunicação Organizacional, Ester relatou sua experiência como gerente de RH na empresa Ângelus - Indústria de Produtos Odontológicos, a qual é conhecida pelas inovações.

 De início, Ester explica como funciona a parte de recursos humanos em uma empresa, quais os freqüentes erros e acertos e como fazer com que a comunicação interna funcione.  A psicóloga frisa a importância da cultura dentro de uma empresa, a qual é criada e estabelecida por diferentes grupos e da comunicação entre funcionários em geral. A cultura da empresa é considerada uma identidade, sendo o reflexo das pessoas que ali trabalham, de sua dinâmica, métodos e sistemas organizacionais.

 Segundo a gerente de RH, estabelecer coerência, elo entre as coisas e situar adequadamente as pessoas na dinâmica da organização são os dois propósitos fundamentais da comunicação interna. Quando uma empresa não segue esses propósitos, ocorrem os conflitos, pela falta de clareza e comunicação aos funcionários.

Para planejar e evitar conflitos, a psicóloga sugere que o primeiro passo a ser estabelecido em uma empresa é definir como serão os processos e metodologias. Uma empresa que sabe o que deseja, como realizará seus projetos e como cada um pode colaborar, está preparada para entrar no mercado.

 “São os relacionamentos que fazem a empresa, eles devem ser criados e cultivados de forma efetiva” afirma Ester. Porém, para a psicóloga, muitas empresas deixam a comunicação de lado e acreditam que estão e-mail, jornal e lembretes são o suficiente.

Falashi relembra a época em que o trabalho não era pensado, calculado e o homem era programado a realizar funções repetitivas, o que o tornava uma espécie de máquina. Em contrapartida, atualmente estamos vivendo a gestão do conhecimento, em que o funcionário preza o reconhecimento de seu trabalho. Para isso, explica que um método importante para gratificar os funcionários, é documentar as soluções, idéias e criações.


“Não acredito em motivação dentro de uma empresa, a pessoa deve querer, ir atrás sem que a impulsionem a isso. Mas uma empresa em que não atende às expectativas pode facilmente desmotivar” finaliza Ester.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Simplicidade

As vezes tudo que eu precisava era que uma sequência de acontecimentos sacudisse a minha rotina e revirasse tudo que já havido me cansado, desgastado e perdido o sentido
Hoje sinto que seria injusto de minha parte reclamar da minha vida e das oportunidades que encontro. Conquistei, tempo a tempo, as coisas que eu mais queria, a confiança das pessoas que me preocupo e um ótimo lugar para aprender e exercitar o jornalismo.
Vivo a minha realidade de forma intensa, a qual me pede 24h e se eu pudesse, ofereceria 48h. Aprendi a não me comparar com ninguém e a também não aceitar comparações. O que tenho a oferecer é o que sou e o que eu acredito, nada material para agradar ou tentar me enquadrar a padrões socialmente impostos. Isso que tenho hoje me faz inteiramente feliz e completa, sei que estou no caminho e nele continuarei andando.  

É assim que estou me sentindo, simples e satisfeita.

Eu escrevia sobre você antes de sermos um só!

Mesmo que ninguém coloque fé em nós dois
Até parecem não crer no depois, no que o mais tarde proporciona...
Sinceramente eu acredito, desde a primeira vez que o vi, que tem algo entre a gente (queria eu ter a coragem de falar isso olhando nos seus lindos olhos escuros)
É algo grandioso que vibra e me impulsiona a deixar tudo pra lá e ir pra perto dele, respirar o mesmo ar
Só pra olhar aqueles olhos, que ora sorriem mais que milhões de bocas, ora me hipnotizam, me puxam e depois me tranquilizam por saber que ele tá ali, ele existe e isso me basta.
Basta por eu querer escutar o silêncio dele e deixar que meu corpo fale as verdades que sente ao tocá-lo.
Por que ele me cabe e espero que toda essa sensação também caiba a ele.
E um dia eu poder dizer que a gente só quer olhar um pro outro e juntos esperarmos o tempo passar.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Abrir um negócio em casa exige cuidados

Empresárias contam como manter um controle do trabalho e de aspectos familiares, sem que uma interfira a outra

Transformar sua casa em um ambiente de trabalho é uma opção válida para quem possui filhos, quem precisa de um tempo em casa e também para aqueles que desejam reduzir despesas. Basta organizar-se e saber distribuir seu tempo e suas tarefas sem relaxar e perder o foco e o ritmo de trabalho. O ideal é não confundir o ambiente de conforto e aconchego do lar com o seu escritório.
Concentre suas atividades em um único espaço sem que mais pessoas de sua família precisem compartilhar a sua rotina profissional. Se for possível providencie uma entrada separada de casa ou não tão próxima de ambientes em que ficam bagunças, roupas, outros familiares e animais de estimação. Dividindo locais e momentos e sabendo separar os negócios das questões familiares a ordem é mantida para desempenhar cada atividade sem que uma atrapalhe a outra.
Jani Justino trabalha há três anos com uma empresa de vistorias na cidade de Londrina. A empresa atende imobiliárias e também ao consumidor final. O serviço de vistoria comprova e documenta a real situação do imóvel no momento da compra, venda, locação e entrega. Para a realização do trabalho de um vistoriador é importante um veículo de trabalho, uma câmera fotográfica de alta resolução e um notebook e impressora.
A empresa de Jani também possui um site de fácil acesso e uma página em rede social para melhor atender ao consumidor. Para a vistoriadora, a comunicação com o cliente é essencial. “Mantemos contato com nossos clientes e divulgamos através da internet, é um fator essencial atualmente”, conta a empresária. Justino explica que há dois meses foi necessário sair do escritório e mudar para casa para haver a redução de gastos e otimização do tempo útil do dia. “O maior benefício é juntar duas situações em um gasto único, sendo pessimista, trata-se de uma redução de 40% dos gastos fixos”, comenta Jani.
Para a empresária, que ainda está no processo de adaptação ao novo ambiente de trabalho, ainda é difícil o controle psicológico para saber administrar o tempo referente a cada coisa sem confundir o momento de trabalho e o momento de relaxar. Com uma filha de 12 anos, a vistoriadora acha importante estar perto da filha caso necessário e dá a dica aos que também possuem uma empresa na residência. “Jamais deixe os problemas do trabalho atingirem a rotina familiar. Assim como os conflitos familiares atrapalharem o dia-a-dia do trabalho. Nada de trabalhar de pijama e nunca deixe de lado o tempo com seus filhos para trabalhar”, aconselha Jani.


Izabel decidiu atender clientela em casa

A cabeleireira fechou o salão para reduzir as despesas e decidiu reabri-lo depois de pedidos de seus antigos clientes

A cabeleireira Izabel Merlo está na profissão há 28 anos e não abre mão da paixão por cabelos e maquiagem. Mãe de três filhos, reside na cidade de Ibiporã e foi lá que teve dois diferentes salões no centro da cidade. Correria, telefone tocando o dia todo, várias mulheres tagarelando juntas, barulho de secador de cabelo e chegando tarde em casa... assim se descreve a vida de Izabel.
Apesar de trabalhar no que gosta, Izabel precisava de uma forma de reduzir seus gastos e de ter tempo para organizar sua casa, pois o custo estava muito alto para manter uma pessoa em que realizasse os serviços domésticos. Cada mês ficava mais apertado manter o salão, a casa, a escola e faculdade dos filhos. Foi necessário a cabeleireira fechar o salão, que era seu espaço de satisfação pessoal.
Com o salão fechado e as despesas reduzidas, a cabeleireira teve tempo de reorganizar sua vida e tarefas domésticas e decidiu abrir um salão em casa. Não foi tão fácil quanto imaginava, já que começaram uma reforma em sua casa, onde ficava o dia inteiro com os pedreiros e trabalhadores que precisavam dela para mostrar o que deveria ser feito. A abertura do salão foi adiada por longos três anos. Foram anos de espera de clientes e vizinhos pedindo que a cabeleireira abrisse rapidamente o espaço.
Durante esses anos a cabeleireira atendia apenas os familiares e alguns amigos próximos. Mas como em uma boa cidade pequena, a notícia corre. Todos se conhecem e as fofocas passam de boca em boca, como foi seu caso. As pessoas e conhecidos sabiam que a cabeleireira ainda atendia a poucos e também gostariam de ter essa preferência.


A cabeleireira Izabel atendendo em sua residência

O momento em que Izabel achou propício para reabrir o salão foi quando a reforma de sua casa estava quase concluída, em fase de acabamento, havendo a possibilidade de receber novamente seus clientes. Além do ambiente limpo, organizado e pronto, foi necessária uma ajuda extra para finalizar a decoração.
Merlo, em acordo com a família, abriu um espaço no fundo de casa para o novo salão. Assim, com os cortes de cabelo, químicas e maquiagens, a decoração se agilizaria e agradaria a todos.
Com o salão em casa, sem pagar aluguel e sem mais um ponto de água, luz e telefone. “As despesas foram reduzidas a metade e isso foi ótimo. Agora posso trabalhar, cuidar de casa, agilizar a decoração interior e gastar metade do que antigamente”, afirma Izabel.
Há dois meses a cabeleireira atende já de agenda lotada e de volta com a rotina de muitas mulheres juntas, conversando ao som do barulho do secador.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Estudante de enfermagem serve como motivação aos pacientes

Ana Caroline, uma jovem que lutou e quer ajudar aos que precisam como exemplo de força e superação.

A ONG Viver é uma entidade sem fins lucrativos que auxilia na luta ao câncer infantojuvenil através de ajuda e trabalho voluntário. O espaço é próximo ao Hospital do Câncer de Londrina (HCL) e oferece uma estrutura acolhedora para as crianças e os adolescentes que estão em tratamento. A família do paciente também se envolve e são recebidos pela ONG, um importante local de distração e relaxamento durante a rotina de quimioterapia, radioterapia e tratamentos necessários.
Atualmente, 240 crianças e adolescentes são atendidos pela ONG e recebem atenção psicológica, nutricional, odontológica além dos momentos de distração e recreação. Grande parte dessas crianças carecem de uma base psicológica para encararem a doença, sendo um momento extremamente delicado que necessita do apoio do próximo.
A estudante de enfermagem Ana Caroline de Oliveira , 17 anos, é um grande exemplo de esperança, força e superação.
Quando tinha 14 anos foi diagnosticada a doença e iniciaram-se seus tratamentos. Para a jovem, a rotina no hospital era cansativa e desgastante e encontro na ONG um grandioso apoio para o seu bem estar e relaxamento.
Há dois anos terminou seu tratamento no HCL e hoje freqüenta o mesmo semestralmente para que seja feito um controle. Porém, mesmo finalmente se recuperando e passando do estágio mais difícil da doença, Ana Caroline continua visitando a ONG semanalmente.
“Vou sempre que posso na ONG para não perder o contato com pessoas que se tornaram tão importantes. Vínculos foram criados e foi um ótimo local que me ofereceu estrutura emocional durante todo esse período” afirma Caroline.
Segundo a estudante de enfermagem, as visitas à ONG eram o momento em que descansava, relaxava e fugia da realidade fazendo coisas prazerosas. Artesanato e pintura são atividades que Ana gostava de participar e a distraiam. Na sala de recreação e em outros ambientes, a menina moça conta que a casa sempre recebia voluntários que participavam dos cursos e também ensinavam.
Hoje, no segundo semestre de enfermagem, Ana Caroline explica que um dos motivos para ter escolhido o curso da área de saúde foi servir como motivação para seus futuros pacientes. Apaixonada pela profissão, conta que antes não sabia exatamente o que escolher.  Ana passou por essa experiência e segundo ela, foi atendida por profissionais que amam o que fazem. 
Ana Caroline e Georgia na ONG Viver


Explicou que recebeu muita atenção e foi bem amparada, o que teve extrema importância para sua recuperação.“Atendo pessoas que acreditam serem as únicas que passam por essa doença e todas as suas dificuldades. Quando conto que já passei por isso, sobrevivi e sei como se sentem, elas ficam felizes e motivadas a continuar” relata emocionadamente Ana Caroline. 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Centro de Integração a Mulher acompanha demanda comercial da zona leste

A região leste, antes esquecida, ganha comercialmente com novo shopping e está prestes a inaugurar um Centro de Integração a Mulher.

  A constante agitação no comércio da zona leste após a inauguração do Boulevard Londrina Shopping com a futura instalação da Casa da Mulher. Um projeto arquitetônico de um novo Centro de Integração a Mulher na região está sendo realizado, e segundo a Secretária Municipal de Política para Mulheres, Sonia Medeiros. A proposta foi entregue ao prefeito Alexandre Kireeff. O projeto foi analisado e de acordo com a gerente de ação formativa, Sonia Maria Uilian, responsável pelo Centro, o espaço vai possuir uma biblioteca, um auditório com maior facilidade para receber à comunidade, no local da antiga casa, na Rua Mário Bonalumi, 633.
  As novidades com o novo shopping, revitalização do Marco Zero e construção da Casa da Mulher na região muda o cotidiano de alguns moradores. O sociólogo Eric De Mari que mora no Jardim Antares é um deles. “O shopping é a ponta de um grande iceberg, com a capacidade de modificar o comércio, o fluxo de pessoas e o trânsito de uma região”, ressalta, acreditando que a urbanização e a brusca alteração da natureza é um fator preocupante.
 A cabeleireira Andrea Tashima, moradora há mais de 30 anos do Jardim Interlagos, nota um generoso aumento do policiamento local e rondas agora são frequentes. Para ela, é possível ir a pé de sua casa ao shopping, tranquilamente. Com seu salão de beleza na zona leste, Andréa afirma que as oportunidades com a instalação da Casa da Mulher, devem ser encaradas pelas moradoras como um primeiro passo para uma perspectiva de vida melhor. “Temos comunidades carentes no Jardim Santa Fé, Monte Cristo e também o Morro do Carrapato e com a chegada do shopping, principalmente, a Casa da Mulher, esperamos que elas possam usufruir dos cursos e oficinas a fim de crescerem pessoal e profissionalmente" explica a proprietária do salão.
 No conjunto Vicente Palotti, próximo a Avenida São João, encontra-se a Casa da Mulher - Centro de Formação e Ações Integradas, local destinado a informar, capacitar e inserir as participantes no mercado através de cursos e oficinas. Nanci Kemmer de Moraes diretora da comissão da mulher explica “A Casa é divulgada em suas proximidades e pela internet, desejamos que as mulheres saibam dos cursos que são abertos ao público”.
A responsável pela Casa da Mulher, Sonia Uilian diz que o espaço possui cursos que são compatíveis a trabalhos realizados no Shopping, existe o interesse de aplicar nas oficinas os cursos que a atual demanda procura.
 A psicóloga responsável pela Casa da Mulher na região Leste Lisnéia Rampazzo, reclama do foco da cidade no centro e na zona norte e sul, impossibilitando um maior crescimento e valorização de outras áreas. Lisnéia conta que “Antigamente, para pegar um táxi eu esperava de 30 a 40 minutos. Hoje há o ponto no Marco Zero e essa espera reduziu para 15.”
Com esse empreendimento, são notórias as mudanças regionais e o atual crescimento dessa área. Conseqüente postos de trabalhos gerados direta e indiretamente modificam a vida e a estrutura de muitos que participam da comunidade.


As professoras orientam suas alunas do curso para a instrução à preparação de alimentos na Casa da Mulher, local que realiza oficinas de segunda à sexta. 




Entre cortes e retalhos, a professora e costureira lidera o curso de patch aplique. As oficinas possibilitam a maior interação no mercado de trabalho às mulheres que frequentam o local.


CASA DA MULHER:
Endereço: Av. Maximo Peres Garcia 340 - Conj. Vicente Palotti
Horário de atendimento: segunda à sexta-feira, das 12h00 às 18h00.
Telefone: (43) 3339-1233.



Eu to precisando de mim!

Hoje me deu saudades,

Saudades de mim mesma, dos meus gostos, hobbies, manias, do tempo que eu ficava sozinha.
É triste perceber que estou acostumada e programada a escrever, falar e me expressar sobre diversos temas, assuntos e acontecimentos e não tenho mais sequer um mísero espaço e uma pitada de segurança pra falar do que sinto.
Se há espaço, falta tolerância, compreensão e alguma alma que há mim seja semelhante. Para me fazer sentir em casa, explicar meus erros e acertos. Sem julgamentos, sem mágoas, sem compromisso e com um pouco de irresponsabilidade.
Essa alma que faz falta, é a minha parte livre e perambulante que tive que trancar em um quartinho em que hoje vive sufocada. A parte que pede atenção, carinho e algumas horas de sobra, as quais nunca tenho pra me oferecer. 
Os minutos que me sobra são de transição entre uma responsabilidade e outra. Infelizmente não sou uma pessoa que troca minhas 5/6 horas diárias de sono pra contemplar a beleza de outras coisas. Ainda preciso da cama, que meia noite me engole e cruelmente dá um pé na minha bunda as 6:30h e agride meu humor matinal quando diz: "Levanta, vai trabalhar que você precisa."
Posso dizer que estou cansada, sem parecer piegas ou reclamona?
Estou cansada de sempre viver em um ciclo de responsabilidades, que mesmo com as mudanças de um lugar a outro, impedem de ter umas horinhas egoístas. 
As vezes apenas pra eu refrescar meu coraçãozinho, como é bom poder escutar os chamados dele e conseguir priorizar algum sentimento, necessidade e prazer que lá dentro grita e pede socorro.
Ar fresco e um passeio sozinha, sem destino nem hora pra voltar, apenas pra eu curtir a minha companhia e deixar meus pés seguirem livremente. Gosto de rir de mim mesma, quero cultivar isso, entende? Não quero perder a minha harmonia, não quero viver ansiosamente e desesperadamente cumprindo regras e formalidades, sem alimentar a minha parte que me faz viva.
Não acredito na felicidade, 
a felicidade acaba, tem minutos contados e nem todos a encontram nas mesmas coisas e lugares. 
Eu quero possuir momentos de alegria, momentos que sejam intensos e plenos e que isso basta!
Pra um ser humano egoísta, basta que eu encontre alegria em um tempo pra mim mesma, sem me sentir obrigada a me preocupar com outras urgências.
 Quando utilizo meu blog, é por ser o jeito de não perder as palavras de perto de mim... como sempre faço quando utilizo bloquinhos e papéis soltos dentro de agendas lotadas de compromissos e tarefas. A minha maneira de me sentir bem e próxima do que sou, um rápido atendimento e um curativo aos meus gritantes anseios.
Se pareço egoísta, aceito a condição de estar sujeita a erros e a viver em torno do próprio umbigo.
Aceito que pense de tal maneira, mas não que tal maneira me faça ser.
É um momento, apenas...
Um momento que pede pra não ser sufocado, que precisa sair e mostrar a cara, sem ser esquecido como os outros que eu resolvi esconder.


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Perfil Jornalístico de Gabriela Morassi

             Falando dela, Gabriela
  A Gabriela eu conheço há alguns anos, na verdade não lembro exatamente quando nos conhecemos, mas dela sempre escutei boas referências. Minhas amigas de pré-adolescência também eram amigas de Gabi. No dia que a conheci lembro dela dizendoque achou a minha voz linda. Conquistou a minha simpatia, não pelo elogio, mas pelo jeito delicado de falar. E eu confesso que Jorge Ben Jor me faz lembrar a menina-mulher Gabi, com essa canção:
“Gabriela como voxê é bela
Voxê é um botão de rosa
Que perfuma e dá a flor mostrando a vida
Como é bonito o amor”
 Ben Jor utiliza os “x” no lugar de “c” e torna tudo mais bonitinho, engraçadinho. Parecido do que penso de Gabriela Morassi. Com 20 anos, estudante de Jornalismo e um jeito leve, descontraído de menina. Às vezes faz algumas perguntas com um jeitinho de falar, que fica difícil não rir. Mas sem maldade, por ver graça. Vejo graça em como fala e também as vezes que se movimenta bastante enquanto se comunica. Muito dinâmica e interativa, não acho nenhum pedacinho de timidez pra colocar aqui.
  Confesso que nunca fomos próximas, porém eu sempre achei conhecê-la. Minha colega de classe no ensino médio e também na faculdade, hoje é alguém que partilho alguns objetivos e sonhos em comum. Parece ser uma pessoa transparente, vejo alguns sentimentos saírem dela e envolveram aqueles ao seu redor. Apegada, carinhosa, carente e com um coração grande.  Mulher que dá uma incrível importância à família, com um forte laço de respeito e de união. Aquela menina que cresce protegida e bem amada, cuidada e deve toda a sua vida aos seus pais.
  Uma pessoa pró-ativa, sempre em movimento e que nunca falta assunto para conversar. Bárbara Simões, amiga de Gabriela há oito anos, conta que mesmo quando ficam tempos sem se encontrar, ela é sempre a mesma. Disposta a ajudar, carinhosa e pronta para oferecer conselhos e um ombro amigo quando necessário.
  Seu jeito acolhedor conquistou a confiança e a amizade de Izadora Bicalho, colega da classe de Jornalismo. Antes elas já se conheciam, mas não eram próximas, até que então a faculdade criou uma união e fincou essa amizade. Izadora considera Gabi a melhor pessoa que já conheceu. Animada, educadíssima, carinhosa, bondosa e com um coração gigante que não deseja mal a ninguém.
  Ciumenta, com grande vontade de ter as pessoas sempre por perto. Dificuldade de ficar sem aqueles que ama e também sem nenhuma vontade de dividir os que escolheu para serem seus amigos e companheiros. Ciúmes dos amigos com outros amigos, do namorado com qualquer outra colega e muito ciúme! Gabriela é cheia de querer, mas o que menos a alegra dividir, é a atenção de seus sobrinhos. Gustavo de sete anos e Marianna de cinco, com certeza têm uma tia coruja que não desgruda! Cuidado, zelo, carinho e proteção definem o instinto maternal dela. Sonha em ser mãe, cuidar e acompanhar a infância dos filhos, abusando de beijinhos e momentos bons. Ela diz que nasceu para ser mãe e com certeza fez com que eu concordasse com isso.
  Como namorada, sempre por perto, disposta pra sair e se divertir, fazer um churrasco, ou ficar em casa sem precisar fazer nada. É a menina que coloca carinho e dedicação na vida do casal. Sua educação, honestidade, bondade e mimos alegram Mateus, namorado de Gabriela há dois anos. Mateus preza pela relação que Gabi tem com a própria família, sendo uma ligação de muita amizade e respeito. Conta ter uma namorada linda, que chamou a atenção na primeira vez que a viu na Boate 2800. Caracteriza Gabi como extremamente mimada, carinhosa, ciumenta e de grandes valores que foram ensinados por sua maravilhosa família.
  Uma mulher com jeito de menina, com traços doces e personalidade que abraça as pessoas, cativa e cultiva relações. Sonha em constituir sua família, casando e criando seus filhos com muito carinho e proteção. Espera que possa abrir sua empresa e no fundo possui medo de seus planos não concretizarem por fatalidades e impedimentos financeiros, o que causaria uma grande frustação para Gabi.
  A meu ver e a partir daqueles que participam de sua vida, Gabriela é muito sonho e coração. 

O amor por uma vida voltada a arte


                     



Os hippies surgiram e se espalharam em meados da década de 60 com o movimento da contracultura, com idéias: de paz, liberdade e um grande apreço pela natureza. Uma vida mais natural, simples, com valores de amor ao próximo, exaltação à natureza, paz e tranqüilidade na alma. Estar à margem da atual sociedade, contornando um caminho de luxo, capitalismo, hipocrisia e máscaras, faz parte da realidade dessa comunidade.
  Apesar dos ideais e da busca pela harmonia, os mais naturalistas  sofrem de preconceitos, algumas vezes não sendo levados a sério e enfrentando muitas pessoas que os encaram com estranheza e desaprovação.
  Usamos o termo hippie para definir pessoas que trabalham com artesanato e possuem um visual alternativo e despojado, como cabelos e barbas compridas, “dreads”, alargadores e muitos ornamentos. As roupas normalmente são velhas e rasgadas e em alguns casos coloridas, fazendo apologia a psicodalia.
  Normalmente encontramos os hippies no centro das cidades, em feiras no meio de outros vendedores ambulantes, entre lojas e mais artesãos e produtores. São pessoas livres, desapegadas que vivem em um meio de cultura e música. Uma feira ao ar livre, com homens, mulheres, crianças e sempre muitos curiosos e apreciadores da arte ao redor das bancas.
  Em um passeio pelo calçadão londrinense, tenho o prazer de conhecer o artesão Onofre. Vende seus trabalhos manuais e recebe educadamente todos que se aproximam de sua tenda banca no calçadão de Londrina. Quando me apresento, o senhor de 65 anos abre um sorriso e diz há anos não escutar um nome tão bonito quanto Georgia. Carismático, me convida a sentar e fica contente ao saber que quero escutar suas histórias. Descubro que aquele é o dia do seu aniversário, mas o presente foi meu. Uma conversa que será memorizada e possibilitou o meu maior entendimento da vida de um artesão e suas dificuldades.
  Desde 1969 trabalhando com artesanato, Onofre diz sentir-se muito alegre quando tem seus trabalhos elogiados. O artesão explica: “Lidar com um povo é uma parte muito alegre do meu dia, ver vários tipos de pessoas, tratá-las igualmente bem e ser reconhecido pelo meu trabalho não tem preço”. Apesar de ser bem tratado por grande parte da população, Onofre revela ser mais procurado por pessoas de classe média, enquanto a classe alta e a classe baixa, normalmente não vão atrás de suas manufaturas. “Toda vez que ando de ônibus, sinto uma discriminação de alguns que estão dentro do transporte. Essas pessoas de classe mais baixa olham feio e ficam longe quando me vêem chegar” conta o senhor.
  Antes de viver para o artesanato, trabalhou durante seis anos como tintureiro químico, gostava dos amigos e do ambiente de trabalho, mas não fazia o que lhe proporcionava prazer. Começou o artesanato e provou a liberdade em 1969, no Embu das Artes, um município de Itapecerica da Serra (SP) que ficou conhecido por acolher artistas. Era necessário passar por um teste para poder comercializar e expor seus produtos nas feiras da cidade. O artesão era selecionado pela prática, criatividade, habilidade e peças exclusivas. Onofre foi um dos escolhidos e ficou ali por felizes anos. Logo depois, mudou-se para São Paulo capital expor e vender na Praça da República.
  Em um período de transição e mudanças, o artesão deixa a Praça da República e caminha a Londrina, Paraná, onde conta ter se chateado no primeiro mês. Explica que o encaminharam à delegacia, suspeitando de sua conduta. Chegando lá, foi detido e tratado como um vagal. “O delegado ria, fazia perguntas ridículas sobre o que seria um artesão, o que um artesão afinal faz... fui mal tratado e obrigado me retirar da cidade em três dias.” Da delegacia foi direto arrumar suas coisas. Onofre volta a São Paulo e permanece por lá durante quatro anos.
  Passados quatro anos, o artesão retorna às terras londrinenses e por aqui finca suas raízes. Ao chegar, Antonio Belinati era o atual prefeito da cidade. Segundo Onofre, era uma gestão tranqüila para os hippies. Conta que Belinati tinha respeito pelo trabalho de todos, sem limitar os direitos e faltar com educação ao pessoal da paz e do amor. Nesse período os artesãos participavam de uma associação chamada “Uniflor”, assistindo palestras, reuniões e eventos conduzidos pela Secretária da Cultura.
  Onofre declara: “Antigamente era a Secretária da Cultura que comandava e nos ajudava, hoje é a COMURB (Companhia de Urbanização), que nos deixou cair no esquecimento.” O simpático senhor, relembra saudosamente a época em que recebeu a carteirinha de associação ao PRODAP (Programa de Desenvolvimento do Artesanato) e se sentiu extremamente grato ao receber esse apoio e reconhecimento.
  Em nosso bate-papo lhe pergunto um nome importante para o artesanato no Brasil, ele me responde com clareza e satisfação: “Getúlio Vargas!” Relata que em seu mandato, o presidente do Brasil apóia a cultura, os artesões e autoriza a livre exposição de trabalhos manuais em qualquer lugar da rua.
  Onofre confessa possuir outra grande paixão, a qual também foi apoiada e engrandecida por Vargas, a capoeira. O ex-presidente menciona a capoeira ser o único esporte verdadeiramente nacional. Responsável pela criação da “Capoeira Regional Baiana”, Manoel Machado dos Reis, conhecido como Mestre Bimba é um dos melhores capoeiristas da época e com certeza, o grande ídolo de Onofre, o artesão. Como bom conversador, a capoeira entra em pauta e descubro outro dom do senhor. Praticante desde os 43 anos, conta que sempre há mais o que aprender e os mestres sempre têm o que ensinar. Sem ter idade para praticar e sentir-se vivo, Onofre treina semanalmente em um salão no bairro Santo Amaro na cidade de Londrina.
  Além de lutar a modalidade extremamente brasileira, produz berimbau e afirma ser o único produtor do norte paranaense.  O produtor enfatiza a importância de preservarmos e só pegarmos aquilo que nos será útil. “A natureza fornece toda a matéria prima, sem que eu precise cortar as árvores”, Onofre comenta e ressalta fazer sempre o possível para contribuir com a vida do nosso planeta.
  Filho de pai músico, escuta reggae, Bezerra da Silva e Janis Joplin para relaxar. Onofre aponta suas peças e me pergunta se reconheço uma imitação. Digo que poderiam me enganar facilmente, pois meus olhos brilham pra todas as peças, sem saber qual é feita a mão e qual é industrializada. O senhor ri e me responde: “Moça, os leigos só descobrem uma imitação ao comprá-la e ter a peça estragada em poucas vezes de uso. O que não acontece com a produzida a mão.” Descubro que na Bahia existem maravilhosas peças, que deveriam ser exportadas para conhecerem nossa riqueza lá fora. Assim como acontece no Peru, que é o país que mais investe em exportação e desde cedo incentiva as crianças a aprenderem a produzir.
  Apaixonado pela arte e pelo seu trabalho, friza a importância em sua vida quando conta não beber e não fumar, para não inverter os valores e correr o risco que a arte perca seu espaço para vícios e outras coisas.
  Um senhor com muito amor pela arte e pela vida que sabe reconhecer os jovens aventureiros , que  de passagem produzem e vendem artesanatos. “São descompromissados, não respeitam a natureza e não amam o que fazem” diz Onofre, diferenciando uns aos outros.
  O artesão se incomoda com hippies que fumam maconha em local público, pois generalizam todos eles, dando motivos para outras pessoas reclamarem. Sendo o entrevistado, contra a legalização de drogas e também contra o próprio uso, afirma: “A nóia mata os jovens, destrói as famílias. Sou contra passeatas, legalização... começa na maconha e acaba no tráfico.” Fiquei surpresa e contente com suas afirmações, afiadas e prontas para romper qualquer rótulo que muitos possuem dos “ripongas” e naturalistas.
  Aos seus sete anos de idade, o artesão começou a trabalhar com seu pai na lavoura de café. Onofre acredita que seu pai foi sensato e colaborou muito com sua futura independência e as experiências em sua vida.  “A criança deve se mexer, aprender e ajudar de maneira saudável, sem que a prejudique e sobrecarregue. Se um pequeno não estiver aprendendo coisas boas, coisas ruins ele saberá” diz o artesão, de forma poética.
   Para o simpático senhor, é muito cômodo os jovens continuarem roubando, utilizando drogas, perdendo os limites e matando, enquanto os empregos de juízes, policiais, delegados são mantidos. Onofre acredita na impossibilidade de mudanças enquanto o mais importante for o dinheiro, vindo primeiro do amor, da saúde, do respeito e da paz.
   Com seus 65 anos, o agradável senhor que estudou até a oitava série, tem o grande sonho de memorizar sua paixão pelo artesanato e pela capoeira em um livro. Durante um dia ao lado de um grande artista, pude sentir a felicidade e gratificação de um homem que vive pela arte e sempre está para aprender e conhecer mais do que a vida pode ensinar.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Georgia, por Augusto

Boa noite,

Sorteamos colegas de classe pra fazer um perfil jornalístico sobre, fui sorteada pelo meu amigo Augusto Camacho. O qual me emocionou e me fez chorar bastante!



Georgia, por Augusto:

                           Gi, a menina dos olhos 
   Com uns olhos brilhantes, um sorriso que contagia, meiga e uma carisma inexplicável, é o que se resume uma pessoa tão especial como a Georgia Medeiros. 
No dia 11 de junho de 1992 no hospital Nilza de Oliveira Pepino em Ubiratã, Deus fez brilhar uma luz diferente, deu vida a uma pequena garotinha que com seu jeito humilde e simples que veio para alegrar muitas pessoas. 
Gi, conhecida assim pela família, cresceu muito ativa, comunicativa e extremamente bondosa, qualidades que pode adquirir do seu melhor amigo, João Julio de Medeiros Neto, seu pai, homem integro, sempre disposto a ajudar o proximo, independente quem fosse.Tinha um coração muito bom, não guardava mágoas e não desejava nada ruim a ninguém. 
Um homem tão bom e especial que deixou a terra em 2006 devido a um câncer. Para Georgia, foi como se amputasse um de seus membros, uma perna.  
“ser humano se adapta a tudo, apesar da saudade, da dor, das dificuldades a vida continua e eu só carrego lembranças boas, sentimentos partilhados que não me deixam uma pessoa triste”. Relata Georgia. 
Assim como a Ge fala de seu pai com tanto orgulho, a Camara dos Vereadores de Londrina, juntamente com a prefeitura Municipal, fizeram uma grande homenagem para esse homem, colocando o seu nome no maior lago situado na região Norte de cidade. Lago João Julio de Medeiros Neto. 
Sua mãe Lucilene Coutinho Ferri, nunca foi uma mãe de brigar, ou proibi-la de fazer algo. A pequena garota dos sorriso contagiante teve que amadurecer muito rápido, devido a morte do seu pai e outros acontecimentos familiares, porem sua mãe sempre soube que ela sabia se virar e que não era influenciável. 
Fã dos Beatles, Georgia e apaixonada por coisas simples, ela sente prazer nas pequenas coisas da vida. Ama o vento, a lua e a natureza e as vezes fica sufocada com a correria do dia a dia  precisando correr pra algum lugar em que se sinta perto da natureza, que faça sentir-se mais perto de Deus e de toda grandeza ao nosso redor. 
Porém toda princesa um dia encontra o seu príncipe! O nome dele, Pedro Eduardo Merlo. Uma historia de amor que motiva qualquer  solteiro. 
Foi em Santa Catarina, na praia, quando Pedro se atraiu pela Georgia, no entanto ele estava em um relacionamento com outra garota, porem notou que ela era uma mulher para namorar. Sonhou durante quatro dias seguidos com ela, e soube que era amor sem nunca ter beijado ela. 
O amor por lua, aproximou mais os dois que começaram a conversar inicialmente pelo facebook e logo mais por telefone.  Já são três meses de muito amor e carinho. 
Descrita pelo namorado como carinhosa, intensa, carente e determinada, afirma que foi amor a primeira vista. 
Sentado no sofá da casa dela, Pedro fala da sua namorada com emoção, os seus olhos brilham, e o coração palpita. O sorriso que descrevi acima, é o mesmo que ele relata como apaixonante e contagiador.  
Georgia Medeiros, uma garota sonhadora que vive um dia de cada vez e que se resume em  uma frase: there is always hope (sempre há esperança)." 

Amei!
Um beijão pro meu amigo Augusto :)