segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Estudante de enfermagem serve como motivação aos pacientes

Ana Caroline, uma jovem que lutou e quer ajudar aos que precisam como exemplo de força e superação.

A ONG Viver é uma entidade sem fins lucrativos que auxilia na luta ao câncer infantojuvenil através de ajuda e trabalho voluntário. O espaço é próximo ao Hospital do Câncer de Londrina (HCL) e oferece uma estrutura acolhedora para as crianças e os adolescentes que estão em tratamento. A família do paciente também se envolve e são recebidos pela ONG, um importante local de distração e relaxamento durante a rotina de quimioterapia, radioterapia e tratamentos necessários.
Atualmente, 240 crianças e adolescentes são atendidos pela ONG e recebem atenção psicológica, nutricional, odontológica além dos momentos de distração e recreação. Grande parte dessas crianças carecem de uma base psicológica para encararem a doença, sendo um momento extremamente delicado que necessita do apoio do próximo.
A estudante de enfermagem Ana Caroline de Oliveira , 17 anos, é um grande exemplo de esperança, força e superação.
Quando tinha 14 anos foi diagnosticada a doença e iniciaram-se seus tratamentos. Para a jovem, a rotina no hospital era cansativa e desgastante e encontro na ONG um grandioso apoio para o seu bem estar e relaxamento.
Há dois anos terminou seu tratamento no HCL e hoje freqüenta o mesmo semestralmente para que seja feito um controle. Porém, mesmo finalmente se recuperando e passando do estágio mais difícil da doença, Ana Caroline continua visitando a ONG semanalmente.
“Vou sempre que posso na ONG para não perder o contato com pessoas que se tornaram tão importantes. Vínculos foram criados e foi um ótimo local que me ofereceu estrutura emocional durante todo esse período” afirma Caroline.
Segundo a estudante de enfermagem, as visitas à ONG eram o momento em que descansava, relaxava e fugia da realidade fazendo coisas prazerosas. Artesanato e pintura são atividades que Ana gostava de participar e a distraiam. Na sala de recreação e em outros ambientes, a menina moça conta que a casa sempre recebia voluntários que participavam dos cursos e também ensinavam.
Hoje, no segundo semestre de enfermagem, Ana Caroline explica que um dos motivos para ter escolhido o curso da área de saúde foi servir como motivação para seus futuros pacientes. Apaixonada pela profissão, conta que antes não sabia exatamente o que escolher.  Ana passou por essa experiência e segundo ela, foi atendida por profissionais que amam o que fazem. 
Ana Caroline e Georgia na ONG Viver


Explicou que recebeu muita atenção e foi bem amparada, o que teve extrema importância para sua recuperação.“Atendo pessoas que acreditam serem as únicas que passam por essa doença e todas as suas dificuldades. Quando conto que já passei por isso, sobrevivi e sei como se sentem, elas ficam felizes e motivadas a continuar” relata emocionadamente Ana Caroline. 

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