sábado, 15 de outubro de 2016

2009: sonhos engavetados

Até onde eu irei? Quando eu deixarei de sonhar e sentirei os meus pés amortecerem sob o chão?E se eu não souber perceber que está na hora de enfrentar o real e esquecer que as vezes, planos não passam de papéis rabiscados e os sonhos não deixam de ser distantes. A cada segundo passado são suspiros agoniados, incertezas em estado constante e a vontade e a saudade daquilo que não cheguei a possuir. O medo de enfrentar o desconhecido e a insegurança da conquista do que está inacessível, as vezes me faz falhar, recuar e voltar à minha origem, a fraqueza. O estado em que eu facilmente me intimido com o futuro e com situações que não estão em meu consentimento. Quando pareço novamente encontrar o meu escudo, meu ponto de apoio, sempre sinto a interferência de alguém, que leva a minha paz para um lugar escuro. Devo fazer desse ciclo uma rotina, tornar tais desafios o meu meio de auto criticar, fazer das pessoas uma ponte até o meu ideal. Com a chegada das ventanias, eu estarei apoiada e não será qualquer onda negativa que derrubará o que foi construído em uma plena subida, onde os degraus são maiores e o cansaço insiste em fazer companhia.

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