sábado, 15 de outubro de 2016

2009: Adeus, amor.

Prefiro não acreditar no que vejo, na falsidade que você distribui em sorrisos, na mentira que carrega em teu olhar. Diferentemente de todos, eu sei o que se passa, sei o que você quer. Conheço a sua necessidade de fugir dos encontros, de me evitar, de tornar tudo breve. Mesmo que as coisas não sejam como no início, que o amor tenha se afrouxado, a confiança se rompido e o orgulho criado um buraco entre nós dois, ambos sabemos que o por quê de nossa ligação, concordamos que juntos já enfrentamos a todos, e que eramo melhores nós dois formávamos um só. E esse é o nosso medo, que tenhamos que enfrentar as dificuldades novamente, insistindo em algo que se criou entre nós... Maldito vínculo. Eu vejo que você prefere se afastar do que ser obrigado a me enfrentar, e encarar toda a realidade que nem sempre são flores, a tosca realidade que desgasta, que fere e que esconde o que tínhamos de melhor. Eu ainda temo os meus olhos nos seus, não sei o que você enxerga dentro de mim. Você sempre soube notar minhas mentiras e ler as minhas verdades somente em um olhar. Hoje, eu não sei se é que eu tenho algo de concreto para te oferecer. Agora quero, logo canso, depois hesito e mais tarde talvez eu ainda queira ter você aqui. Então percebo que eu sempre vou ter meus medos, sempre tentarei descobrir o que sinto quando a pergunta for sobre nós dois.

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