quarta-feira, 23 de julho de 2014

Imóveis para universitários é nicho de mercado

Todo ano Londrina recebe um significativo número de estudantes que procuram imóveis para alugar

   Londrina considerada  uma cidade universitária, atrai estudantes de vários estados do Brasil. Quando chega o final do ano a procura por apartamentos e casas começam a ser maior na cidade. O movimento parece aumentar, mas a grande maioria está pesquisando os imóveis e seus valores.

   De dezembro até o meio de março, período em que saem os resultados dos vestibulares e dos aprovados nas mais variadas faculdades, o mercado se aquece com aumento na procura. Os jovens geralmente buscam por imóveis de um a três quartos, com preferência por apartamentos na região central. Nessa época, a demanda é grande e os locais se esgotam devido à grande procura, ocorrendo até mesmo a falta de imóveis para oferecer ao cliente. 

   A gerente de locação Lucilene Ferri da Imobiliária Nuvoli,  comenta que a maioria dos estudantes que Londrina recebe são das regiões do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul e ainda afirma ser comum a aceitação de pais como fiadores. “Não temos dificuldade no processo de locação para os estudantes, colocamos eles como locatários e aceitamos os pais como fiadores”, explica Lucilene.

   Ainda de acordo com Lucilene  mesmo com o preconceito enraizado aos jovens a respeito de barulhos e festas, uma conversa é suficiente para haver satisfação de ambos os lados e normalmente não acontecem problemas com os universitários.  

    É comum a preocupação do proprietário na devolução do imóvel e nas condições em que ele se encontra. A imobiliária tem como procedimento a vistoria de entrada e de saída, quando é necessária a realização de reparos, os quais são feitos sem nenhuma dificuldade.

    A Imobiliária Abílio Medeiros possui um menor número de imóveis já que há anos atrás, em seu ápice, chegou a possuir uma carteira de 1300 imóveis, o que resultou em diferentes situações e experiências, citadas pelo corretor Abílio Medeiros, atuante na área há mais de vinte anos.  “É um ramo competitivo, que necessita de um trabalho com honestidade e comunicação entre o inquilino, o proprietário e a própria imobiliária”, explica Abílio.

   Quando um universitário aluga um imóvel na Abílio Medeiros, eles optam pelos pais como fiadores, pois é uma maneira de evitar o abandono e desocupação, como explica  Abílio quando  diz  acontecer casos de estudantes que alugam imóveis para formarem uma  república e com a entrada de mais jovens, acontece deles se mudarem, muitas vezes anulando e interrompendo o contrato de locação.

   O ramo imobiliário é cíclico, apesar de fases com a maior procura e ocupação de imóveis. Sempre existirão outras pessoas desocupando e expandindo a possibilidade de escolha para quem procura alugar.

   Os estudantes que estão em busca de um local, devem ter fiadores, providenciar a documentação necessária para a locação e não deixar para última hora, correndo o risco de não encontrar o que desejam.

Novas mídias e a disseminação no jornalismo

   A partir de 1990 houve uma significativa popularização da internet, com conhecimento de milhares de usuários compartilhados em uma única rede. Sites de busca, blogs, e diversas mídias sociais vieram a ocupar e disputar lugar com a imprensa.

   Antes do advento da internet, a imprensa era o canal que ligava a população a informações de todos os tipos. Hoje cidadãos comuns participam da apuração de fatos e divulgam notícias, que nem sempre são confiáveis.

   Pierre Levy (1999, pg. 58) afirma que o ser humano é preguiçoso e gosta de ter acesso fácil a tudo o que precisa.
     “Na Internet existem dois tipos de navegantes: os que procuram uma informação específica, caçada e os que navegam interessados vagamente por um assunto, denominados de pilhagem, mas prontos a desviar a qualquer instante para links mais interessantes.” (LEVY, 1999, p.58)

   Seguindo a linha de raciocínio de Levy, os internautas que acessam e procuram por determinada informação normalmente investigam e não acreditam em tudo que lêem, enquanto o outro grupo vive navegando e buscando informações a todo custo, mesmo que essas não sejam verídicas.

  Em tempos de impresso, o leitor tinha um ritual de sentar de manhã antes de trabalhar, pegar o seu café e ter um tempo dedicado somente para ler as matérias do jornal local. Com o excesso de informações disponíveis na rede, o leitor de impresso acaba se adaptando ao computador, entrando e acessando diversos portais de notícias.

  Esses portais possuem plataformas multimídias que chamam a atenção, porém nelas existem diversos links, vídeos, chamadas, galerias, que incentivam o internauta a continuar clicando. Essa diversidade e quantidade de informações explicam um leitor que absorve conteúdo sem qualidade, já que é difícil prestar atenção em apenas uma coisa quando está on-line.

   A jornalista Pollyana Ferrari nomeia o conhecimento obtido pelo leitor do web jornalismo de pseudoconhecimento. Absorvido sem alguma participação efetiva, para ela os leitores recebem a informação sem grande comprometimento com a realidade.

    Apesar da facilidade, da instantaneidade que movimenta os veículos on-line e as diversas formas de informação, o jornal impresso ainda é a alternativa mais eficaz para adquirir informação confiável, que foi apurada nos tradicionais critérios jornalísticos. Para os profissionais de comunicação, é comum saber quando um veículo é confiável, quais blogs podem ser considerados como fonte de informação e não acreditar em tudo que vê.  

  Porém é comum que os leigos acreditem em tudo, como acontece em redes sociais. Hoje as pessoas ficam ligadas nas redes sociais e muitas vezes, sabem de de acontecimento (verdadeiros ou falsos) a partir delas. E esses acontecimentos são rapidamente compartilhados e disseminados na rede.

  No jornal impresso, todo conteúdo é planejado e adequado para ser divulgado em cada publicação, enquanto no webjornalismo, o volume é essencial para qualificar um site. Nessa geração de “quanto mais, melhor” tudo vira notícia, colocando em discussão se os critérios de noticiabilidade satisfazem os leitores. Compreendemos que é essencial no web a constante publicação, porém os conteúdos veiculados não devem ser pobres e irrelevantes.

       “A internet ainda está em gestação, a caminho de uma linguagem própria. Não podemos encará-la apenas como uma mídia que surgiu para viabilizar a convergência entre rádio, jornal e televisão. A internet é outra coisa, outra verdade e consequentemente uma outra mídia, muito ligada a tecnologia e com particularidades únicas.” (FERRARI, 2004, p. 45).

     As mídias online devem amadurecer e conquistar um padrão maior de credibilidade em relação ao jornalismo, sem ser comparada e utilizada para substituir outros meios, e sim complementá-los com informação de qualidade.




Vazio dói, incomoda.
É cíclico. Tristeza ocupa espaço, machuca e arranha. Muita tristeza acomoda. Ficar acomodada me deixa vazia, com a falta de algum sentimento que exista e ocupe espaço.
 "Tristeza não tem fim, felicidade sim".
Tempo, tempo, tempo...
É o mal criado que levanta e sai correndo de mim quando eu peço pra ele sentar, tomar uma dose de paciência e me deixar viver devagarinho, sem a pressa de deixar alguns momentos passar. 
Sem saber o que procuro, as vezes a única necessidade é encontrar.
Encontrar uma nova rua, com uma saída desconhecida que me leve ao imaginável. 
O imaginável que as vezes pode me fazer ficar, mesmo quando a vontade é de andar, a procura de outra rua e de outro sentido.