quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Mente vazia, ócio que exala e amargura que entristece




Quem realmente conhece o estado espiritual da felicidade partilha do sentimento de PLENITUDE, que consiste na sensação de ter a vida por COMPLETO, a vida CHEIA e REALIZADA. E consequentemente - faço até uma observação óbvia - esse tipo de pessoa não perde TEMPO tentando provar nada a ninguém.
Quando se é FELIZ não sobra tempo para especular a vida alheia, muito menos passar os seus dias "vivendo" para mostrar algo, comparando-se a uma ou outra pessoa ou até mesmo competindo com alguém que não está nem aí para o seu passatempo (ou melhor, DESPERDÍCIO de tempo).
Isso não é felicidade. Quem é feliz descansa. Quem é feliz esquece o que passou e aproveita o HOJE - claro, quando há algo maravilhoso para se viver. Quando você não se importa, tudo aquilo que o outro faz para te atingir ou chamar a sua atenção vira PIADA. E quem o faz, vira palhaço.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016


Tentar explicar o inexplicável pode ficar mais fácil com a ajuda de outro que também compartilha o mesmo pensamento que você.



Laços e deslaços: Uma pouco para contar de "nós"




E estava tudo bem. Cada dia melhor, a cada amanhecer eu ria mais a respeito dos meus recentes laços e deslaços e apenas me questionava: "Mas como pude eu colocar tanta tempestade em um copo tão raso, sem notar que toda a minha intensidade iria transbordar e afogar em todo o seu medo?"

E mesmo com essa minha constante mania de transbordar, eu só conseguia rir da situação. Rir do que por um momento fui, do quanto eu me entreguei velozmente em troca de nada... E também de como a minha imaginação foi longe ao imaginar que eu e você a qualquer momento seríamos "nós".

A aceitação foi natural, tanto que não tive nenhuma necessidade de criar uma grande cena para expor o quanto eu me frustrei com a sua falta no meio dos meus excessos. E assim, tudo simplesmente aconteceu no momento certo, sem que eu sentisse que precisássemos de uma despedida ou delinear um ponto final entre o que - somente eu - um dia pensou em chamar de "nós".

E quando a solidão partiu de nós, pude descansar os olhos e dizer: enfim, sós.