quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Simplicidade

As vezes tudo que eu precisava era que uma sequência de acontecimentos sacudisse a minha rotina e revirasse tudo que já havido me cansado, desgastado e perdido o sentido
Hoje sinto que seria injusto de minha parte reclamar da minha vida e das oportunidades que encontro. Conquistei, tempo a tempo, as coisas que eu mais queria, a confiança das pessoas que me preocupo e um ótimo lugar para aprender e exercitar o jornalismo.
Vivo a minha realidade de forma intensa, a qual me pede 24h e se eu pudesse, ofereceria 48h. Aprendi a não me comparar com ninguém e a também não aceitar comparações. O que tenho a oferecer é o que sou e o que eu acredito, nada material para agradar ou tentar me enquadrar a padrões socialmente impostos. Isso que tenho hoje me faz inteiramente feliz e completa, sei que estou no caminho e nele continuarei andando.  

É assim que estou me sentindo, simples e satisfeita.

Eu escrevia sobre você antes de sermos um só!

Mesmo que ninguém coloque fé em nós dois
Até parecem não crer no depois, no que o mais tarde proporciona...
Sinceramente eu acredito, desde a primeira vez que o vi, que tem algo entre a gente (queria eu ter a coragem de falar isso olhando nos seus lindos olhos escuros)
É algo grandioso que vibra e me impulsiona a deixar tudo pra lá e ir pra perto dele, respirar o mesmo ar
Só pra olhar aqueles olhos, que ora sorriem mais que milhões de bocas, ora me hipnotizam, me puxam e depois me tranquilizam por saber que ele tá ali, ele existe e isso me basta.
Basta por eu querer escutar o silêncio dele e deixar que meu corpo fale as verdades que sente ao tocá-lo.
Por que ele me cabe e espero que toda essa sensação também caiba a ele.
E um dia eu poder dizer que a gente só quer olhar um pro outro e juntos esperarmos o tempo passar.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Abrir um negócio em casa exige cuidados

Empresárias contam como manter um controle do trabalho e de aspectos familiares, sem que uma interfira a outra

Transformar sua casa em um ambiente de trabalho é uma opção válida para quem possui filhos, quem precisa de um tempo em casa e também para aqueles que desejam reduzir despesas. Basta organizar-se e saber distribuir seu tempo e suas tarefas sem relaxar e perder o foco e o ritmo de trabalho. O ideal é não confundir o ambiente de conforto e aconchego do lar com o seu escritório.
Concentre suas atividades em um único espaço sem que mais pessoas de sua família precisem compartilhar a sua rotina profissional. Se for possível providencie uma entrada separada de casa ou não tão próxima de ambientes em que ficam bagunças, roupas, outros familiares e animais de estimação. Dividindo locais e momentos e sabendo separar os negócios das questões familiares a ordem é mantida para desempenhar cada atividade sem que uma atrapalhe a outra.
Jani Justino trabalha há três anos com uma empresa de vistorias na cidade de Londrina. A empresa atende imobiliárias e também ao consumidor final. O serviço de vistoria comprova e documenta a real situação do imóvel no momento da compra, venda, locação e entrega. Para a realização do trabalho de um vistoriador é importante um veículo de trabalho, uma câmera fotográfica de alta resolução e um notebook e impressora.
A empresa de Jani também possui um site de fácil acesso e uma página em rede social para melhor atender ao consumidor. Para a vistoriadora, a comunicação com o cliente é essencial. “Mantemos contato com nossos clientes e divulgamos através da internet, é um fator essencial atualmente”, conta a empresária. Justino explica que há dois meses foi necessário sair do escritório e mudar para casa para haver a redução de gastos e otimização do tempo útil do dia. “O maior benefício é juntar duas situações em um gasto único, sendo pessimista, trata-se de uma redução de 40% dos gastos fixos”, comenta Jani.
Para a empresária, que ainda está no processo de adaptação ao novo ambiente de trabalho, ainda é difícil o controle psicológico para saber administrar o tempo referente a cada coisa sem confundir o momento de trabalho e o momento de relaxar. Com uma filha de 12 anos, a vistoriadora acha importante estar perto da filha caso necessário e dá a dica aos que também possuem uma empresa na residência. “Jamais deixe os problemas do trabalho atingirem a rotina familiar. Assim como os conflitos familiares atrapalharem o dia-a-dia do trabalho. Nada de trabalhar de pijama e nunca deixe de lado o tempo com seus filhos para trabalhar”, aconselha Jani.


Izabel decidiu atender clientela em casa

A cabeleireira fechou o salão para reduzir as despesas e decidiu reabri-lo depois de pedidos de seus antigos clientes

A cabeleireira Izabel Merlo está na profissão há 28 anos e não abre mão da paixão por cabelos e maquiagem. Mãe de três filhos, reside na cidade de Ibiporã e foi lá que teve dois diferentes salões no centro da cidade. Correria, telefone tocando o dia todo, várias mulheres tagarelando juntas, barulho de secador de cabelo e chegando tarde em casa... assim se descreve a vida de Izabel.
Apesar de trabalhar no que gosta, Izabel precisava de uma forma de reduzir seus gastos e de ter tempo para organizar sua casa, pois o custo estava muito alto para manter uma pessoa em que realizasse os serviços domésticos. Cada mês ficava mais apertado manter o salão, a casa, a escola e faculdade dos filhos. Foi necessário a cabeleireira fechar o salão, que era seu espaço de satisfação pessoal.
Com o salão fechado e as despesas reduzidas, a cabeleireira teve tempo de reorganizar sua vida e tarefas domésticas e decidiu abrir um salão em casa. Não foi tão fácil quanto imaginava, já que começaram uma reforma em sua casa, onde ficava o dia inteiro com os pedreiros e trabalhadores que precisavam dela para mostrar o que deveria ser feito. A abertura do salão foi adiada por longos três anos. Foram anos de espera de clientes e vizinhos pedindo que a cabeleireira abrisse rapidamente o espaço.
Durante esses anos a cabeleireira atendia apenas os familiares e alguns amigos próximos. Mas como em uma boa cidade pequena, a notícia corre. Todos se conhecem e as fofocas passam de boca em boca, como foi seu caso. As pessoas e conhecidos sabiam que a cabeleireira ainda atendia a poucos e também gostariam de ter essa preferência.


A cabeleireira Izabel atendendo em sua residência

O momento em que Izabel achou propício para reabrir o salão foi quando a reforma de sua casa estava quase concluída, em fase de acabamento, havendo a possibilidade de receber novamente seus clientes. Além do ambiente limpo, organizado e pronto, foi necessária uma ajuda extra para finalizar a decoração.
Merlo, em acordo com a família, abriu um espaço no fundo de casa para o novo salão. Assim, com os cortes de cabelo, químicas e maquiagens, a decoração se agilizaria e agradaria a todos.
Com o salão em casa, sem pagar aluguel e sem mais um ponto de água, luz e telefone. “As despesas foram reduzidas a metade e isso foi ótimo. Agora posso trabalhar, cuidar de casa, agilizar a decoração interior e gastar metade do que antigamente”, afirma Izabel.
Há dois meses a cabeleireira atende já de agenda lotada e de volta com a rotina de muitas mulheres juntas, conversando ao som do barulho do secador.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Estudante de enfermagem serve como motivação aos pacientes

Ana Caroline, uma jovem que lutou e quer ajudar aos que precisam como exemplo de força e superação.

A ONG Viver é uma entidade sem fins lucrativos que auxilia na luta ao câncer infantojuvenil através de ajuda e trabalho voluntário. O espaço é próximo ao Hospital do Câncer de Londrina (HCL) e oferece uma estrutura acolhedora para as crianças e os adolescentes que estão em tratamento. A família do paciente também se envolve e são recebidos pela ONG, um importante local de distração e relaxamento durante a rotina de quimioterapia, radioterapia e tratamentos necessários.
Atualmente, 240 crianças e adolescentes são atendidos pela ONG e recebem atenção psicológica, nutricional, odontológica além dos momentos de distração e recreação. Grande parte dessas crianças carecem de uma base psicológica para encararem a doença, sendo um momento extremamente delicado que necessita do apoio do próximo.
A estudante de enfermagem Ana Caroline de Oliveira , 17 anos, é um grande exemplo de esperança, força e superação.
Quando tinha 14 anos foi diagnosticada a doença e iniciaram-se seus tratamentos. Para a jovem, a rotina no hospital era cansativa e desgastante e encontro na ONG um grandioso apoio para o seu bem estar e relaxamento.
Há dois anos terminou seu tratamento no HCL e hoje freqüenta o mesmo semestralmente para que seja feito um controle. Porém, mesmo finalmente se recuperando e passando do estágio mais difícil da doença, Ana Caroline continua visitando a ONG semanalmente.
“Vou sempre que posso na ONG para não perder o contato com pessoas que se tornaram tão importantes. Vínculos foram criados e foi um ótimo local que me ofereceu estrutura emocional durante todo esse período” afirma Caroline.
Segundo a estudante de enfermagem, as visitas à ONG eram o momento em que descansava, relaxava e fugia da realidade fazendo coisas prazerosas. Artesanato e pintura são atividades que Ana gostava de participar e a distraiam. Na sala de recreação e em outros ambientes, a menina moça conta que a casa sempre recebia voluntários que participavam dos cursos e também ensinavam.
Hoje, no segundo semestre de enfermagem, Ana Caroline explica que um dos motivos para ter escolhido o curso da área de saúde foi servir como motivação para seus futuros pacientes. Apaixonada pela profissão, conta que antes não sabia exatamente o que escolher.  Ana passou por essa experiência e segundo ela, foi atendida por profissionais que amam o que fazem. 
Ana Caroline e Georgia na ONG Viver


Explicou que recebeu muita atenção e foi bem amparada, o que teve extrema importância para sua recuperação.“Atendo pessoas que acreditam serem as únicas que passam por essa doença e todas as suas dificuldades. Quando conto que já passei por isso, sobrevivi e sei como se sentem, elas ficam felizes e motivadas a continuar” relata emocionadamente Ana Caroline.