Final de tarde no Lago João Júlio de Medeiros Neto e o sol sorrindo pra mim! Saudade eterna, paizinho...
Olha, essas semanas têm sugado minhas energias de uma forma que a cada dia percebo mais o quanto devo ser forte. É uma grande e complexa mistura que envolve esgotamento físico, mental, cansaço das pessoas, da rotina, dos horários, obrigações e responsabilidades. O momento que é propício ter aquela baita vontade de jogar tudo pro alto e não se preocupar com mais nada.
São dias que se arrastam lentamente e me deixam com vontade de pular essa etapa, de procurar algo novo, algo que seja para já, sem toda essa demora que sufoca. Demora que é envolvida por prazos e horários que tornam cada acordar mais difícil e parecem encurtar minhas horas de sono.
E essa mesmice que me persegue por dias, parece insistir e não dar uma folguinha, sem esquecer de lotar todos os minutos do meu dia de obrigações que tiram a graça e escondem o sorriso. Aí me pergunto, até quando será assim? Até quando posso permitir que os dias cinzentos me façam esquecer de ainda há tanto o que viver, tanto para amar?
Mesmo sabendo que depois da tempestade, há um lindo céu claro com o magnífico sol e todo o seu brilho irradiando sobre os nossos dias, as vezes parece bem difícil enxergar além do que vemos, com fé que o amanhã em breve virá.
Mas hoje a fé resolveu aparecer pra mim. Apareceu no lindo momento que vi o sol radiante brilhando sobre as margens desse lago.
No momento em que eu imaginava seu lindo rosto, os raios de sol pareciam brilhar ainda mais, encantando e me emocionando ao pensar que eu via todo esse brilho ao olhar seus belíssimos olhos.
Olhos azuis serenos, que iluminavam e me faziam imaginar a pureza de sua alma. Alma branca de aura luminosa que clareia minha vida e me presenteia nessa quarta-feira, fazendo com que eu esqueça de todas as dificuldades e barreiras que me impedem de corajosamente, continuar.
Eu te amo, meu paizinho.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Mais do que especiais
Nessa terça-feira, 05 de novembro, estou de passagem no terminal central de Londrina, próximo ao meio dia. Correria define meus últimos dias, minhas reclamações e lamúrias e queria eu, ter um tempo pra namorar assim como eles...
Eles que tiraram de mim o meu estresse e até me fizeram esquecer da correria agonizante que passo todos os dias quando vou do estágio ao trabalho, sem ter tempo de tomar água ou acender um cigarro.
Enfim, eles eram um casalzinho. Coloco o sufixo no diminutivo por possuírem apenas uns 10-12 anos.
Eu cheguei afobada, com pressa e desespero pra pegar aquele ônibus, esperando que houvesse algum lugar em que pudesse sentar. Nada mais me importava naquele momento, eu só sentia a pressa e o sol do meio dia me deixando ainda mais acelerada.
Voltando ao jovem casal, era muita pele, muito contato físico e sem pausas. Parecia que eles não precisavam parar para respirar, nem trocar nenhuma palavra. Os corpos se uniam e se bastavam.
Eu observava e sem perceber, sorria. Até tentei disfarçar os sorrisos, para que as pessoas ao meu lado não reparassem que quem reparava era eu.
Os dois pombinhos vestiam uma camiseta de escola cor amarela gema e eu, tentava decifrar o que ali estava escrito. Era o nome da escola, li APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e não consegui mais disfarçar meus sorrisos. Na verdade, parei de me conter. Tudo agora estava mais lindo e profundo. Era uma casal mais do que especial, os jovenzinhos fazem parte de um grupo que aparentemente, vivem mais do que muitos, mais do que eu. Apesar das limitações e restrições (que muitas vezes são impostas pela sociedade), eles estavam aproveitando o momento, parando o tempo e me fazendo esquecer dos meus compromissos e do meu constante desespero e ansiedade.
Fiquei a admirar e perdi os minutos. Minutos que não me fizeram falta enquanto eles se enlaçavam em sinceros abraços e beijos puros. As vezes tudo o que precisamos é de mais atenção, atenção ao que há de especial ao nosso redor.
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